O faturamento da indústria eletroeletrônica ficará em R$ 148,3 bilhões em 2015. Foto: servickuz/Shutterstock.

O faturamento da indústria eletroeletrônica ficará em R$ 148,3 bilhões em 2015, uma queda real (descontada a inflação) de 10% em relação ao ano passado. Em termos nominais, o resultado representa uma retração de 4%. 

No caso dos bens de consumo do setor eletroeletrônico, a indústria de informática terá queda de 13% no faturamento. As informações foram apresentadas na quinta-feira, 10, pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

A produção do setor eletroeletrônico recuou 20% em 2015 na comparação com 2014, conforme dados do IBGE. Por sua vez, os investimentos caíram 10%, passando de R$ 3,8 bilhões em 2014, para R$ 3,5 bilhões em 2015.

O número de empregados do setor, que era de 293,6 mil no final de 2014, deverá fechar 2015 em 256 mil trabalhadores, ou seja, uma redução de quase 38 mil postos de trabalho. 

“Com este resultado, o nível de emprego do setor volta ao patamar de setembro de 2009, quando estavam empregados 255 mil trabalhadores diretos”, afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. 

As exportações apresentaram queda de 11%, passando de US$ 6,6 bilhões para US$ 5,8 bilhões. Já as importações tiveram queda de 19%, passando de US$ 41,2 bilhões em 2014, para US$ 33,2 bilhões em 2015. 

Com isso, o déficit da balança comercial atingirá US$ 27,4 bilhões, total 21% inferior ao apresentado no ano passado.

Para 2016, as empresas do setor eletroeletrônico projetam queda real da ordem de 6% no faturamento em relação a 2015. 

Por sua vez, as exportações devem aumentar a participação nos negócios de setor com crescimento da ordem de 2%, enquanto as importações ter queda de 3%.

Diante desse quadro, o emprego do setor deverá cair 2%, totalizando 252 mil trabalhadores no final de 2016. Os investimentos da indústria eletroeletrônica devem ficar estáveis no próximo ano, em aproximadamente R$ 3,5 bilhões, o que equivale a 2,3% do faturamento das empresas.

O segmento reúne produtos de TI e telecomunicações e setores como os de equipamentos industriais, componentes, materiais de instalação, energia elétrica e utilidades domésticas.

Para uma melhora no cenário dos próximos anos, a Abinee espera que alteração da MP da Lei do Bem seja votada em breve, segundo o TIInside.

A entidade torce para a volta gradual da Lei do Bem a partir de 2017. A ideia foi uma alteração incluída na Medida Provisória 690, que originalmente extinguia para sempre a isenção de PIS e Cofins na compra de aparelhos eletroeletrônicos como smartphones e tablets.

De acordo com presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, a negociação para a volta gradual da isenção aconteceu ao longo dos últimos 60 dias entre os representantes do governo no Senado e a entidade.