Agas defende o uso da TI nos supermercados. Foto: flickr.com/photos/davydubbit.

Tamanho da fonte: -A+A

A tecnologia é o melhor caminho para evitar as perdas do supermercados com as compras via vale-alimentação. Essa é a posição da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), que está alertando o varejo para os recorrentes problemas que o setor está registrando junto às empresas operadoras de tíquetes.

Segundo Antonio Cesa Longo, presidente da entidade, os mercados sofrem com o deságio do valor do tíquete, as taxas de habilitação, o aluguel da máquina para cartões e a demora de até 35 dias na restituição dos vales.

Além disso, segundo o executivo, aumentam os casos em os supermercadistas e comerciantes agora começam a registrar casos de falta de restituição dos valores por operadoras conceituadas e nacionalmente reconhecidas.

O problema se agrava nos pequenos e médios comerciantes, que não contam com sistemas de controle ou softwares de venda automatizada, que fazem o controle completo dos valores recebidos.

"É aí que entra a tecnologia", destaca Longo, que não informou números sobre as perdas sofridas com as transações com tíquetes de alimentação.

"É necessário que as empresas supermercadistas menores busquem softwares que garantam este controle pleno sobre os vales-alimentação, diminuindo os riscos de golpes", aconselha o empresário.

GRANDE PROBLEMA PARA OS PEQUENOS

Para Sergio Santi, Diretor de Ciência e Tecnologia na Associação Comercial de Pelotas, o problema com o deságio e atraso no pagamento dos tíquetes é mais sentido pelos pequenos e médios comerciantes.

"Nas grandes redes, com o uso da tecnologia, há um gerenciamento melhor dos valores movimentados, conciliando os diferentes métodos de pagamento, inclusive os dos tíquetes, com suas datas de entrada no caixa", explica.

Além disso, as grandes redes, pelo alto volume operacional, consegue tarifas mais atraentes com as operadoras, abaixo do padrão cobrado, que é de 7%.

Para os pequenos comerciantes, o uso de cartões e de tíquetes pode ser complicado sem um bom controle, destaca Sérgio.

"Muitos mercados pequenos ainda fazem seu caixa de forma rudimentar, ainda na máquina de calcular e na soma dos canhotos dos cartões. Muitas vezes nem se percebe que estão tendo prejuízos", explica.

JÁ ESTÃO MIGRANDO

Mesmo com o alerta da Agas, Santi já destaca que boa parte dos estabelecimentos comerciais estão investindo em soluções de automação para seus negócios.

"Em estabelecimentos com dois a três caixas, cerca de 70% já estão adotando soluções informatizadas. Em lojas que possuem de cinco a sete caixas, este índice passa dos 90%", destaca.

Para Santi, a busca por uma contabilidade mais estruturada faz a diferença.

"A questão não fica apenas na parte de pagamentos e controle de receita e despesas, mas abrange também a parte tributária", afirma.