Rodrigo Giaffredo.

Como é fácil notar pela proliferação da palavra “serviço”, ou, no caso da TI, de siglas terminadas em em “aaS”, o mundo está migrando para um novo modelo econômico na qual uma relação continuada com o cliente passa a ser o modelo fundamental.

Nesse quadro, a chegada ao mercado das empresas de tecnologia precisa mudar de paradigmas, enfatizando a empatia e o estudo a fundo dos problemas do usuários antes das soluções tecnológicas em si, o cerne da abordagem conhecida como Design Thinking.

O recado foi dado por Rodrigo Giaffredo, coaching de Storyteling da IBM, durante uma apresentação no Mesas de TI do Seprorgs em Porto Alegre nesta sexta-feira, 11.

“Ideias fortes são amplas e baseadas nos problemas do usuário, ideias fracas são muito definidas e focadas em features”, resumiu Giaffredo, que detalhou essa posição comparando o histórico do Twitter com outro serviço de microblog criado em 2007, o Pownce.

Apesar de ter uma interface mais sofisticada e muitas funcionalidades que o Twitter só viria adicionar anos depois, o Pownce carecia de uma proposta clara, enquanto o Twitter só tinha uma proposta clara: deixar os usuários comunicarem rapidamente o que estavam fazendo. 

A partir disso, o Twitter foi acumulando informações sobre o uso e os desejos do usuário, lançando continuamente alterações e mudanças de foco que entregassem “valor percebido” para a base de clientes, no lugar de “valor inferido” pelos desenvolvedores.

O resultado é que o Twitter segue aí quase uma década depois e o Pownce fechou as portas em 2008.