Fábrica de celulose da CMPC em Guaíba terá aumento de produção. Foto: divulgação.

A CMPC Celulose Riograndense adquiriu da Fibria, pelo valor de R$ 615 milhões, ativos florestais e terras no Rio Grande do Sul.

O acordo, conforme divulgado pelo Jornal do Comércio, envolve cerca de 100 mil hectares de terrenos próprios no Estado, com cerca de 38 mil hectares de eucaliptos plantados nessas áreas, e arrendadas de terceiros.

A negociação ainda espera a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da legislação brasileira, mas já foi anunciada pelas duas companhias nesta segunda-feira, 10.

1,8 MILHÃO

Segundo relata a CMPC em comunicado, o grupo destaca que a compra deve atender à necessidade de aumento de oferta de matéria-prima, principalmente, para fomentar o projeto de expansão da controlada Celulose Riograndense, em Guaíba.

Com a compra, a produção de celulose anual da companhia em Guaíba pretende passar de 450 mil toneladas para 1,8 milhão de toneladas. A estimativa é de que a ampliação seja finalizada até o começo de 2015.

A compra fecha um ciclo iniciado em 2009, quando a CMPC adquiriu a fábrica de Guaíba da Aracruz.

Agora foi a vez de comprar as terras pertencentes à Fibria, empresa que nasceu da união entre a Aracruz e a Votorantim Celulose e Papel.

JOINT VENTURE?

Uma questão que os comunicados ao mercado não esclarecem é como será superada a restrição que a legislação brasileira impõe à aquisição de terras no Brasil por parte de grupos estrangeiros.

Segundo o JC, fontes que acompanham o setor de celulose acreditam que, em um primeiro momento, Fibria e CMPC formarão uma joint venture (com participação de 51% da empresa brasileira) para superar as restrições impostas.