Fachada do Hospital Sírio Libanês. Foto: Wikipedia.

Margareth Ortiz de Camargo não é mais CIO do Hospital Sírio-Libanês, um dos maiores hospitais particulares do país.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pela reportagem do Baguete.

A profissional estava no cargo desde janeiro de 2007, vinda do Unibanco, onde foi superintendente da vertical de cartões.

Fora a passagem pelo banco, boa parte da vivência profissional de Margareth é no setor de saúde, onde começou ainda nos anos 80, participando da abertura do núcleo de informática do Hospital das Clínicas da Unicamp.

Depois, a profissional passou ainda no final dos anos 90 por um projeto no instituto central da USP, em São Paulo em um projeto para construir um sistema de informatização hospitalar em substituição ao da Prodesp.

Já no Sírio-Libanês, Margareth foi eleita uma das cinco CIOs na lista dos 100 Mais Influentes da Saúde da revista HealthcareManagement.

Ainda no começo desde ano, o Sírio-Libanês selecionou a plataforma InterSystems HealthShare para implantação na organização.

A saída de Margareth acontece poucos meses depois depois de uma modificação no comando da instituição, que foi assumida em fevereiro Fernando Torelly, ex-superintendente-executivo do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Coincidência ou não, depois de Torelly deixar o Moinhos, a organização também fez mudanças na sua TI, com a saída de outra executiva, Ivana Lech, da sua gerência de TI, onde estava desde 2013.

Com com a “reestruturação”, três coordenadores da área de TI do Moinhos passaram a reportar interina e diretamente à superintendência administrativa. 

A reportagem do Baguete procurou o Sírio Libanês para ter mais detalhes sobre as mudanças em curso, mas não obteve resposta até o fechamento dessa matéria.

Em comum, além das modificações nas suas TIs, as duas instituições tem em comum o momento complicado da saúde privada no Brasil.

Pela primeira vez em uma década, a receita líquida de 23 dos maiores hospitais particulares do Brasil caiu, segundo a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp). 

A queda de 1,8%, para R$ 8,3 bilhões, mostra uma reversão de tendência depois de anos em que as instituições de saúde de ponta só ganhavam pacientes.

A explicação é simples: 90% da receita dos hospitais está vinculada a pacientes com planos de saúde. Com o aumento do desemprego, diminuem os segurados e o gasto nos hospitais.

Mesmo assim, o Hospital Sírio ­Libanês encerrou o ano passado com uma receita bruta de R$ 1,4 bilhão, o que representa um aumento de 15,3% quando comparado a 2014.