"E agora, onde vou colocar meus arquivos?". Foto: Pexels.

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O Google vai encerrar em julho de 2022 a política de armazenamento ilimitado de dados no Workspace for Education, a versão para o mercado educacional da sua suíte de colaboração.

A gigante americana já vinha comunicando as universidades brasileiras da medida, segundo revelou o Tecmundo (cortes desse tipo não costumam receber muito alarde). 

O armazenamento ilimitado começou a ser oferecido cinco anos atrás. Os clientes que adquirirem o novo serviço a partir do final de 2020 já não terão mais o drive ilimitado.

Agora, cada instituição terá uma uma base gratuita de 100 TB na nuvem, que será dividida entre todos os usuários de cada instituição de ensino e os administradores poderão definir quem ganha quanto.

Em nota para o site de notícias, o Google disse que “o armazenamento não vinha sendo utilizado de forma otimizada, e os gestores de escolas nem sempre possuíam as ferramentas necessárias para administrar essa questão”.

O que isso significa na prática está em um email de um professor de uma universidade pública para os seus alunos obtido pelo Tecmundo (o site não revelou qual universidade).

Na mensagem, o professor afirma que o espaço ilimitado será encerrado “por causa do uso indevido dos serviços Google Workspace for Education no armazenamento de filmes, séries e livros”.

Seja pelo motivo que for, a medida terá um grande impacto na rotina das universidades. Segundo as contas do Tecmundo, na USP cada um dos 95 mil usuários com acesso ao serviço teria ficaria com 1,07 GB de espaço a partir da nova regra.

O Google dourou a pílula, dizendo ao Tecmundo que a mudança afetará menos de 1% das instituições que usam o Workspace for Education e que a decisão é global, não só para o Brasil.

“As instituições impactadas serão procuradas para discutir uma ampla gama de opções para garantir o espaço de que precisam”, diz o Google na nota. Uma delas, se imagina, é pagar por espaço.

As universidades, no entanto, dão sinais de que não estão muito afim de pagar pelo que tinham de graça. 

No caso da USP, que disse em 2016 esperar economizar R$ 6 milhões anuais usando a solução do Google (na época, ilimitada e chamada de G Suite) o plano agora é buscar “formas alternativas para suprir essa necessidade”. 

“O mercado já dispõe de alternativas como a utilização de software livre e empresas que buscam parcerias com universidades, por exemplo”, disse a USP em nota ao Tecmundo.