Dalarossa. Foto: Divulgação

Um novo centro de treinamento de empreendedores está surgindo no Brasil. Chamado de Zymi Group, a iniciativa oferecerá cursos com foco na gestão corporativa e desenvolvimento de projetos.

Encabeçado por Daniel Dalarossa, um dos criadores da Cyclades Corporation, o Zymi inicia suas atividades em julho de 2012, com dois cursos: Formação 360º para empreendedores e Curso introdutório para empreendedores.

Inicialmente, as turma serão de 15 alunos apenas.

Segundo Dalarossa, o momento econômico do país é o que motivou a abertura do grupo.

“As previsões apontam que o Brasil conquistará a quarta posição na economia mundial em 2020. O país está em acelerado crescimento e a necessidade de formação de líderes e empreendedores é um fato”, afirma Dalarossa.

Além disso, prevê-se uma alta de 20% no venture capital no país em 2012.

EXPERIÊNCIA DE STARTUP
Daniel Dalarossa, junto com sócio John Lima e time, foram um dos primeiros brasileiros a se estabelecerem no Vale do Silício e terem sucesso global através de sua empresa originalmente fundada no Brasil, a Cyclades Corporation.

A empresa surgiu em São Paulo, em 1988, com capital inicial equivalente a US$ 6 mil.

Em 1991, a Cyclades foi transferida para o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Com 16 filiais pelo mundo e mais de oito mil clientes, dentre os quais 85% das empresas FORTUNE 100, a Cyclades foi vendida em 2006 por aproximadamente US$ 100 milhões.

Do montante conseguido com a venda, US$15 milhões foram distribuídos aos colaboradores, muitos dos quais se mudaram para os Estados Unidos vindos do Brasil.

Após a venda da empresa, Dalarossa tornou-se um empreendedor social e fundou a Cuore Foundation, nos Estados Unidos.

ALTAS “VENTURES”
Estimativa da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital indica que o Brasil deverá experimentar um crescimento de 20% nesse tipo de aporte para negócios em 2012.
 
Somente o BNDES investirá R$ 1 bilhão até 2014 em venture capital. Nos cálculos do banco, o valor deve chegar a R$ 5 bilhões com os aportes do mercado.
 
Além disso, segundo cálculos da Associação Brasileira de Startups (ABS), o Brasil tem 3,5 mil investidores anjo, atualmente. Nesse contexto, quanto mais focados em negócios, melhor para os empreendedores.
 
“Um dos principais objetivos da iniciativa é fazer com que esses jovens tenham a experiência e visão de negócios necessária para aprimorarem seus projetos”, avalia Rubem Saldanha, gerente de Educação da Intel.