Marcio Miorelli.

A Advanced IT, integradora Oracle com atuação no Sul e Sudeste, reforçou seu portfólio de segurança para acelerar seus negócios de cloud, carro-chefe da multinacional norte-americana para o futuro.

De volta do Oracle Open World, realizado na última semana em San Francisco, a empresa agregou novos recursos de proteção e recuperação de desastres às suas ofertas de software (SaaS) e plataforma como serviço (PaaS).

Para a parte de PaaS, principal negócio cloud da Advanced até o momento, a empresa aponta o Key Vault como um dos diferenciais para endereçar as dúvidas de clientes que tem receio de levar seus bancos de dados para a nuvem.

Conforme explica Marcio Miorelli, sócio-diretor da companhia, o novo produto permite, de forma prática, a criação e gerenciamento de chaves de criptografia específicas para informações como Oracle Wallets, Java Keystores e credenciais de acesso.

"Uma das maiores dúvidas do cliente é saber como as informações serão protegidas e qual o grau de confidencialidade delas na nuvem. Soluções como o Key Vault automatiza, mas também dá o controle da segurança para o cliente", avalia Miorelli.

Um plano já divulgado pela companhia no OOW do ano passado, a integradora também quer impulsionar seus negócios em desenvolvimento de aplicações em nuvem, também com ambientes seguros.

Soluções como o Business Intelligence Cloud Service (BICS) e o Planning Budget Cloud Service (PBCS), as duas atuais ofertas de SaaS da companhia, são oferecidas com aplicações de segurança já incluídas no pacote de serviços.

"No modelo on-premise, as empresas tem a preocupação adicional de implantar aplicações de segurança, um custo que no modelo de SaaS não existe. Sem contar que o grau de segurança no ambiente cloud oferecido é maior que a maioria das implementações locais", declara Miorelli.

Atualmente a venda de serviços em nuvem já representa cerca de 15% do faturamento da Advanced, que em 2014 ficou em aproximadamente R$ 20 milhões.

Para 2015, a expectativa da companhia é que estes serviços passem a representar 30% do bolo total, se tornando um dos principais motores do crescimento da empresa no ano. De acordo com o sócio-diretor, a estimativa para o ano não se alterou com o atual cenário econômico do país.

Na observação do executivo, muitas empresas estão planejando projetos de transformação tecnológica, mas algumas colocaram estas iniciativas em standby. Entretanto, a demanda por eficiência e redução de custos persiste, assim como o investimento em TI.

"Acredito que possamos ver uma retomada do crescimento já no ano que vem, com vários projetos em cloud puxando esta frente", avalia Miorelli.

* Leandro Souza viajou a São Francisco para o Oracle Open World a convite da Oracle.