O Brasil conta com mais de 1 mil empresas atuando no segmento de assinaturas. Foto: cybrain/Shutterstock.

O segmento de clubes de assinaturas está crescendo no Brasil. Hoje, mais de 1 mil empresas trabalham com esta proposta e devem faturar R$ 1  bilhão em 2015, o dobro do valor conquistado no ano anterior.

Um levantamento realizado pela Exame aponta que 35% das empresas de assinaturas atuam no ramo de bebidas, como Wine e Clubeer. O segundo segmento com maior mercado é o de higiene pessoal, que concentra 30% dos clubes - entre eles Glambox e Bebê Store.

Depois, 20% das empresas trabalham com alimentos, como a Massau, focada em lanches saudáveis. A publicação classifica os 15% restante como “Outros”, que conta com a Rabixo, que entrega meias e cuecas; e a Petlove, do ramo de ração para animais.

Segundo a Exame, o mercado de assinaturas cresce por conquistar consumidores fiéis, receita recorrente e estoques previsíveis, o que soluciona os principais problemas encontrados pelo e-commerce tradicional.

A revista afirma que, mesmo em períodos de crise, os clubes sofrem menos, pois seus consumidores não precisam tomar novas decisões de compra e os gastos já estão computados no orçamento.

A empresa mais bem-sucedida do segmento no Brasil é a Wine, e-commerce de vinhos que criou em 2010 o programa ClubeW. O associado do clube paga de R$ 28 a R$ 115 mensais por garrafa para receber vinhos selecionados por sommeliers. 

O ClubeW soma mais de 100 mil assinantes e gera 45% do faturamento da empresa, estimado em R$ 250 milhões. Em 2013, a Wine comprou parte da loja eletrônica Have a Nice Beer (rebatizada de ­WBeer), que adota um formato semelhante de assinaturas de cervejas.

Outro caso que deu certo é a Glambox, fundada em 2012. A empresa conta com o maior serviço de assinaturas de cosméticos da América Latina, com mais de 20 mil clientes cadastrados. 

A companhia organiza caixas com itens como hidratante, maquiagem e shampoo e cobra a partir de R$ 58 reais para enviá-las. L’Occitane, La Roche-Posay, Lancôme e outras marcas forne­cem produtos recém-lançados, sem custo, em troca da divulgação nas redes sociais e da avaliação de consumidoras. Das clientes, 90% topam participar das pesquisas de opinião.

Nos Estados Unidos, os clubes de assinatura online faturam mais de US$ 10 bilhões por ano, de acordo com a Exame. Duas das empresas do país norte-americano já ultrapassaram US$ 500 milhões em valor de mercado: a Birchbox, de cosméticos, e a Dollar Shave Club, de aparelhos de barbear descartáveis.

Em cinco anos, a Birchbox chegou a 1 milhão de assinantes em seis países. A receita anual é estimada em US$ 150 milhões. Já a Dollar Shave Club tem 3 milhões de assinantes e recebeu, em junho, US$ 75 milhões de investidores.