Carlos Cunha.

A EMC começou a fabricação no Brasil do XtremIO, storage que é um dos produtos destaque da linha atual da multinacional.

A produção será feita pela Foxconn. Esta é a quinta linha de produto da EMC com fabricação nacional.

No ano passado, entrou em produção o Isilon. focado no armazenamento de dados não estruturados. Antes, havia sido a vez do Os CLARiiON, ainda em 2008 e os high-end VMax e EMC Avamar em 2010.

Em nota, a EMC Brasil não comenta sobre preços, mas uma motivação tradicional dos fabricantes para iniciar a produção por aqui de qualquer produto de tecnologia é se enquadrar no processo produtivo básico (PPBs) da Lei de Informática para obter isenções fiscais.

A Lei de Informática isenta 80% do IPI para empresas das regiões Sul e Sudeste em troca de uma exigência mínima de fabricação nacional e investimentos em P&D e 4% do faturamento líquido das empresas. 

Em geral, com os descontos as empresas conseguem vender seus produtos entre 15% e 20% abaixo do custo de importação. Outra possibilidade que fica em aberto é a adesão a programas de financiamento estatais como o Finame do BNDES.

A expectativa em cima do XtremIO é um aumento de 50% nas vendas brasileiras.

“Essa estratégia de mercado fará com que o XtremIO represente mais de 10% do volume total de vendas das soluções de armazenamento tradicionais no país até 2016”, revela o presidente da EMC Brasil, Carlos Cunha. 

Para estar de acordo com a Lei de Informática, a empresa inaugurou ao mesmo tempo um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em big no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O prédio da EMC na Ilha do Fundão tem 3 mil metros quadrados, divididos em quatro andares com capacidade para mais de 80 pesquisadores.