No total, a Fael conta com 123 polos de ensino a distância distribuídos em várias regiões do país. Foto: Divulgação.

O Apollo, maior grupo educacional dos Estados Unidos, adquiriu por R$ 73,8 milhões o controle da Faculdade Educacional da Lapa (Fael), instituição de Curitiba com forte atuação no segmento de ensino a distância. Esse é o primeiro passo do grupo americano no Brasil.

Trata-se de uma operação pequena para a Apollo que, em 2008, chegou a fazer uma proposta de R$ 2,5 bilhões pela Unip, do empresário João Carlos Di Gênio, segundo o Valor

De lá para cá, a Apollo analisou outras instituições como a FMU, Uniseb, Uniasselvi e Iuni que foram compradas por outros grupos.

"Acredito que a Apollo optou por começar com uma operação pequena para conhecer melhor o mercado brasileiro, que é muito diferente do americano. Nos Estados Unidos, o valor das mensalidades é muito maior e não há regulação como aqui", disse um analista que acompanha o setor de educação para o Valor

Um dos motivos do interesse da Apollo na instituição de Curitiba é que a Fael recebeu recentemente aprovação do Ministério da Educação (MEC) para abrir 100 polos e 10 cursos. 

No total, a Fael conta com 123 polos de ensino a distância distribuídos em várias regiões do país. 

Entre os grupos americanos de ensino, a primeira a desembarcar no Brasil foi a Laureate em 1995. O grupo fez 12 aquisições, entre elas a Anhembi-Morumbi e a FMU, comprada no ano passado por R$ 1 bilhão.

Já a DeVry está no país desde 2008 e tem em seu portfólio sete instituições brasileiras de ensino superior presentes no Norte e Nordeste. 

A Apollo já atuou no Brasil, mas não no segmento de ensino superior. 

Entre 2001 e 2006, foi sócia da Pitágoras, empresa de educação básica que hoje pertence à Kroton. A Apollo se desfez da sociedade para acompanhar a estratégia do grupo que fechou todas as operações fora do seu país de origem.

Porém, o cenário mudou e a Apollo voltou os olhos para o Brasil, uma vez que uma boa parcela da população americana já tem diploma ou cursa ensino superior e também porque a concessão de crédito estudantil de lá vem sendo muito questionada porque os recursos são usados para diversos fins e não exclusivamente para o ensino.