A empresa de capital de risco brasileira Monashees fechou uma captação de US$ 150 milhões. Foto: Divulgação.

A empresa de capital de risco brasileira Monashees fechou uma captação de US$ 150 milhões para seu oitavo fundo de investimento.

Os recursos vieram de nomes como Temasek, fundo afiliado ao governo de Cingapura; CreditEase, empresa de tecnologia financeira da China; Mike Krieger, co-fundador do Instagram; Universidade de Minnesota e Horsley Bridge Partners.

O S-Cubed Capital, escritório familiar de Mark Stevens, ex-sócio da Sequoia Capital, e 15 famílias brasileiras de alto patrimônio ou grupos de investimento também colaboraram com recursos para o novo fundo da Monashees.

Como uma das maiores empresas de capital de risco da América Latina, com mais de US$ 430 milhões em capital sob gestão, a Monashees esteve envolvida em alguns dos investimentos mais bem-sucedidos da região. 

No total, as empresas do portfólio da Monashees arrecadaram cerca de US$ 2 bilhões de investidores globais após levantarem dinheiro do fundo.

“A Monashees oferece um conjunto verdadeiramente único de habilidades, com uma estratégia de investimento disciplinada, bem como a experiência e o conhecimento locais inigualáveis ​​que levam a equipe a identificar e investir nos melhores fundadores da região”, diz Stuart Mason, diretor de investimentos na Universidade de Minnesota. 

O momento de altos aportes em startups da América Latina serve como incentivo para os investimentos.

“A recente aquisição de US$ 99 milhões da Didi pela 99 não é apenas um marco para o ecossistema local, mas a validação desse sentimento e sugere que não há obstáculos à liquidez para grandes empresas na América Latina. Estamos entusiasmados em fazer parceria com as Monashees, uma vez que ela continua a encontrar e promover as melhores oportunidades daqui para frente”, detalha Mason.

Para o The Information, o segundo maior fundo de capital de risco já criado na América Latina reflete um cenário de rápida mudança no setor de tecnologia da região, em que grandes startups começar a atrair investimentos de empresas internacionais renomadas como SoftBank, Tencent e DST Global. 

Outro fator que mostra o momento da região é que duas das maiores ofertas públicas iniciais de ações em tecnologia em Nova York foram das empresas brasileiras de pagamentos online PagSeguro e Stone. 

A publicação relata que os investidores de capital de risco estão observando as condições econômicas e políticas da região com cautela, mas também acreditam que a demanda por startups de tecnologia continuará forte em setores como transporte, logística, saúde e serviços financeiros, em que os serviços tradicionais da região são ineficientes e pouco confiáveis.

O valor total dos investimentos de capital de risco na região no ano passado dobrou em relação ao ano anterior, ultrapassando US$ 1 bilhão pela primeira vez, de acordo com a Lavca (Associação para Investimento de Capital Privado na América Latina). O número de negócios também cresceu de 197 para 249.