A provável localização do novo aeroporto gaúcho seria Portão. Foto: TravnikovStudio/Shutterstock.com

O futuro do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, depende da escolha por uma dessas opções: concluir todas as obras e adiar, por pelo menos uma década, a construção de um novo aeroporto na região metropolitana ou esquecer a ampliação da pista e o terminal de cargas e tirar o aeroporto 20 de Setembro do papel. 

A provável localização do novo aeroporto seria Portão, município localizado há quase 50 km da capital gaúcha.

Segundo a Zero Hora, as propostas seriam apresentadas, nesta sexta-feira, ao governador José Ivo Sartori pelo ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência (SAC), Eliseu Padilha.

A reunião também abordaria a concessão do Salgado Filho. A intenção da SAC é repassar a administração do local à iniciativa privada em um modelo no qual o vencedor do leilão banque a construção do 20 de Setembro.

Para o jornal, as propostas não resolvem, em curto prazo, a limitação de pousos e decolagens de aeronaves de maior porte em Porto Alegre.

“A solução das obras no Salgado Filho resultará de decisão conjunta entre o estado e o governo federal”, afirma Padilha em entrevista a Zero Hora.

Nos bastidores, ganha força a desistência do terminal de cargas e a extensão em quase um quilômetro da pista. Se prevalecer essa opção, o governo federal terminará somente a ampliação do terminal 1 de passageiros.

O 20 de Setembro teria vocação para cargas também, com pista de 4 mil metros, apta a receber aviões de grande porte. 

A obra só começaria após a concessão do Salgado Filho. O processo burocrático da concorrência leva cerca de um ano para ser concluído, o que, juntamente com licenciamentos ambientais, lançaria obras para 2016 ou 2017.

Caso União e estado optem por concluir as intervenções no terminal da capital, um novo aeroporto sairia somente após o esgotamento do Salgado Filho, o que levaria de 10 a 15 anos, segundo a SAC.