Esse é o robô. Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini.

O Governo Estadual recebeu nesta quinta-feira, 08, um kit de equipamentos antibomba para usar na Copa do Mundo de 2014. O kit, no valor de R$ 2,4 milhões e com direito a robô anti-explosivos.

O robô evita que os policiais se arrisquem ao se aproximar de artefatos suspeitos, que podem configurar risco de explosão ou reação química, biológica, radioativa e nuclear.

"Esses equipamentos são importantes em momentos de apreensão e poderão evitar grandes transtornos na vida social", disse o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, na apresentação das novidades.

O kit ficará sob a responsabilidade dos policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram treinados para operar o equipamento. Segundo informações do governo, cerca de 40% dos chamados para o Gate são de ameaça de bomba.

O robô é capaz de subir escadas, pegar objetos em prateleiras, se deslocar por rampas e arrastar objetos de até 60 quilos, e conta também com dispositivos de interação, podendo intermediar uma negociação com uma pessoa.

Além disso, o kit conta com dois aparelhos de raio-x portátil para identificar o interior de objetos suspeitos, detector de gases tóxicos e substâncias explosivas, lanternas para buscas, braço manipulador telescópico, tenda de contenção com gerador de espuma, equipamentos para remoção de objetos suspeitos e roupa de proteção para técnico anti-bombas - à prova de calor, onda de choque e fragmentação.

Esta entrega faz parte de um pacotão previsto pelo Ministério da Justiça, destinado às cidades-sede da Copa do Mundo. São R$ 80 milhões previstos para o estado para a segurança pública durante o evento.

Recentemente o estado recebeu sensores eletro-óticos e infravermelho, com câmeras de alta resolução para filmagem diurna, e infravermelha para visualização noturna e reconhecimento de pontos de calor.

Outras soluções de tecnologia de segurança que os gaúchos devem receber nos próximos meses são o Centro de Comando Regional, assim como Centros de Comando Móveis para o monitoramento descentralizado de eventos.

Embora os investimentos visem a Copa do Mundo, os equipamentos fornecidos permanecerão no estado, uma espécie de "legado da Copa" que ficará a disposição do governo.