Tipo esse, só que bem menor. Foto: flickr.com/photos/N000@4

A Comissão Especial para o Polo Espacial Gaúcho fez um levantamento das capacidades produtivas das empresas e universidades participantes e identicou que as pesquisas e tecnologias disponíveis no estado já atendem 90% dos componentes para a confecção do microssatélite gaúcho.

Este trabalho corresponde ao início das reuniões para tocar o projeto piloto do satélite, apresentado pela AEL Sistemas em edital da Agência Brasileira da Inovação (Finep), um contrato de R$ 43 milhões disputado com 43 outras empresas.

Agora o desafio da comissão é preencher as necessidades restantes, em busca de parcerias e desenvolvendo pesquisas para suprir os 10% que ainda restam para a produção do aparato.

As reuniões do Polo Espacial foram iniciadas em junho e, com a abertura do edital da Finep, passaram a focar o projeto do microssatélite, puxado pela AEL, subsidiária da israelense Elbit.

Para a AEL, a iniciativa do microsatélite pode atender a diversas demandas do setor público, como defesa e georeferenciamento em questões ambientais.

Inicialmente, participam da iniciativa a UFRGS, PUC-RS e Unisinos, que participaram de assinatura de protocolo de intenções em missão em Israel em maio, e a Universidade Federal de Santa Maria.

Entidades como SDPI, AGDI, Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) e Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) também participam, assim como as empresas Digicon, TSM e GetNet.

No dia 27 de agosto, o edital prevê um workshop entre todas as empresas aprovadas pela Finep para a identificação de novas parcerias. Antes disso, no dia 21, a Comissão Especial gaúcha se reunirá novamente para alinhar propostas. A data final para o envio do plano de negócios é 10 de outubro.