A inflação no Brasil medida pelo IPCA foi para 1,32% em março. Foto: Anton Watman/Shutterstock.

A inflação no Brasil medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi para 1,32% em março. Com isso, o acumulado de 12 meses ficou em 8,13%, valor 25% acima do teto da meta do governo, de 6,5%.

A taxa mensal foi a maior desde fevereiro de 2003, que foi de 1,57%. O mês não tinha uma inflação tão alta há exatos 20 anos, desde março de 1995, quando ficou em 1,55%. Em março do ano passado, o IPCA estava em 0,92%.

O ano de 2015 também já tem a maior taxa acumulada para um primeiro trimestre desde 2003, quando ficou em 5,13%. No primeiro trimestre desse ano a taxa ficou em 3,83%.

A energia elétrica foi a maior responsável pela inflação do mês. No dia 2 de março entrou em vigor a revisão de tarifas que levou a uma alta média de 22%. Nos últimos 12 meses, as contas já estão 60,42% mais caras.

A alta da energia teve um impacto direto de 0,71 ponto percentual no IPCA, mais da metade do índice mensal final. Foi este o fator responsável por levar o setor Habitação de uma alta de 1,22% em fevereiro para 5,29% em março. 

Dos 9 grupos pesquisados, 4 subiram e 5 desceram. A segunda maior alta, depois da Habitação, foi a do grupo Alimentação e Bebidas. O grupo foi de 0,81% em fevereiro para 1,17% em março e causou um impacto de 0,29 ponto percentual no índice final.

O grupo Transportes desacelerou mas continua refletindo o aumento do imposto PIS/COFINS sobre a gasolina em fevereiro, além das altas no transporte público. As tarifas de ônibus urbanos estão, em média, 11,91% mais caras em 2015, e isso porque ainda não sofreram reajuste em 4 das 13 regiões pesquisadas pelo IBGE.

A pressão negativa na inflação de março veio da queda de 15,45% nas passagens aéreas e de 4,13% nas tarifas de telefone fixo, o que puxou mais para baixo o grupo Comunicação.