Corredores da Cebit. Foto: divulgação.

A delegação de 17 empresas brasileiras que participaram do estande coletivo do Brasil na Cebit, feira de TI que encerra em Hannover, na Alemanha, neste sábado, 09, fecharam no total 200 contatos de negócios com empresas de 27 países diferentes.

O balanço foi divulgado pela Softex, promotora da missão, que é organizada há 14 anos pela Softsul, braço da agência de promoção de exportações de software no Rio Grande do Sul.

Foram considerados na cifra somente contatos com potencial de desenvolvimento uma vez que as empresas voltem para o Brasil.

Ao contrário do que foi feito no ano passado, no qual o Brasil teve participação recorde por ser país parceiro do evento, a Softex não divulgou uma expectativa de fechamento de negócios pós-feira.

Divididos igualmente entre o grupo, os contatos totalizam 11 por empresa participante, pouco mais de três por dia.

O Rio Grande do Sul dominou a delegação brasileira na Cebit, com oito empresa das 17 que participaram.

A forte presença gaúcha é justificada pela proximidade com a Softsul e o subsídio concedido pelo governo do estado aos participantes, que não foi revelado neste ano, mas que em 2012 chegou a 80% do custo total.

Os gaúchos foram representados pelo Ceitec, Datacom, Diponto, Kieling & Dittrich Tecnologia, Learn4Fun, Parque Tecnológico da UFRGS, SBPA e Tecnosinos.

Completaram a delegação as paulistas Argotechno, STA Holding e Bausystems, as mineiras Eteg e Sigga, a baiana Educandus, a pernambucana Arquivo Digital, a amazonense Fundação Guamá e a catarinense Softexpert.

“O evento continua sendo uma plataforma importante para o mercado europeu e para o alemão, em particular. Esta edição foi uma oportunidade para consolidarmos a imagem positiva sobre o Brasil construída no ano passado”, avalia Igor Brandão, gestor de projetos da Apex-Brasil.

No entanto, a participação brasileira não cumpriu a expectativa de que o investimento feito em 2012, fosse resultar em participações mais robustas em anos seguintes.

No ano passado, os diferentes estantes brasileiros somavam 1,1 mil metros quadrados, contra 100 metros deste ano. Grandes nomes como Stefanini e Positivo, presentes no ano passado, não voltaram a fazer o investimento.

As estimativas da Softex eram que o esforço para levar a delegação brasileira – subsídios formaram mais da metade dos US$ 3,2 milhões gastos em espaço – tenham gerado um retorno de US$ 60 milhões para um prazo total de 18 meses. A estimativa é que 15%, cerca de US$ 9 milhões viriam para o Rio Grande do Sul.