Ginni Rometty. Foto: divulgação.

A IBM quer impulsionar sua presença no mercado de Internet das Coisas, usando uma de suas maiores cartas na manga para alcançar esse objetivo: o Watson.

Em keynote realizado na CES 2016, a CEO Ginni Rometty afirmou que a estratégia da Big Blue é emplacar suas tecnologias de inteligência cognitiva em sistemas e produtos conectados, entre sensores, wearables e outros dispositivos.

"É o início de uma nova era, a era cognitiva, com negócios digitais se somando a inteligência digital", afirmou Rometty em sua palestra.

Para engrenar o plano, a IBM anunciou que mais de 500 parceiros e 80 mil desenvolviedores já estão utilizando a plataforma de IoT baseada em Watson. Entre os parceiros citados estão nomes como a fabricante de roupas esportivas Under Armour e Whirlpool, de eletrodomésticos.

A IBM também citou a japonesa Softbank, que implementou o uso do Watson para desenvolver o robô inteligente Pepper, capaz de fazer sugestão de compras em lojas e transações de atendimento em bancos. A Softbank lançou o produto no segundo semestre de 2015, pelo preço de US$ 2 mil.

Outro foco é o de saúde. A Medtronic, companhia norte-americana de soluções de diagnóstico, optou pelo sistema de computação cognitiva para dar inteligência a um app de monitoramento capaz de prever eventos de hipoglicemia com horas de antecedência e dar informações aos médicos em caso de emergência.

A posição anunciada por Rometty é o avanço de um plano já sugerido pela companhia no início do ano passado, quando a Big Blue divulgou um investimento US$ 3 bilhões nos próximos quatro anos em uma nova unidade de Internet das Coisas.

Em fevereiro, a IBM já havia anunciado um investimento de US$ 4 bilhões em áreas estratégicas. Chamadas de "imperativos estratégicos" pela Big Blue, as áreas que receberão o investimento são as de nuvem, analytics, mobilidade, redes sociais e tecnologias de segurança.

O objetivo da empresa é que estas novas áreas cresçam rapidamente e cheguem a um faturamento de US$ 40 bilhões até 2018, compondo mais de 40% da receita total da multinacional.