Não o melhor cenário para uma conversa. Foto: flickr.com/photos/beckstei/

Pense duas vezes antes de reclamar da cobertura de 3G no litoral.

Se você, caro leitor, fosse um morador de Bateias, distrito de 20 mil habitantes da cidade de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, só conseguiria ter qualquer sinal de telefonia móvel no cemitério.

É isso mesmo. Segundo matéria do site Paraná Online, a situação tem trazido agito para o meio do descanso eterno dos mortos.

Nem todo mundo acha ruim. “Antes eu era rodeado pelos mortos, agora sou rodeados pelos vivos. E você acaba ouvindo as conversas, e rindo dos assuntos. Sei da vida de muita gente aqui”, explica ao site o coveiro Marcelo Siqueira dos Santos.

Santos tem atuado como um consultor de telecomunicações informal, indicando aos clientes da Vivo, Claro e TIM – a Oi não opera em Campo Largo, segundo dados do site Teleco – onde fica o melhor sinal.

“Abro o cemitério às 7 horas e já tem fila aqui. A meninada que estuda aqui ao lado fica esperando para usar o telefone e faz fila em frente ao túmulo número um, que é onde pega melhor o telefone”, conta Marcelo.

A matéria não aprofunda muito qual é o efeito do cenário no estado de espírito e no conteúdo dos diálogos dos moradores de Bateias. Há quem se negue a entrar no cemitério para fazer ligações.

De acordo com o coveiro, os casais adolescentes brigam e se reconciliam muito.