Tonny Martins, presidente da IBM Brasil.

A IBM fechou um acordo de capacitação com o Centro Paula Souza, que controla 282 unidades de ensino técnico e superior no estado de São Paulo, totalizando 285 mil alunos.

O P-TECH é um programa internacional da IBM que oferece diplomas médio, técnico e superior (tecnólogo) em cinco anos.

A multinacional entra com conteúdo sobre carreira, inteligência artificial, nuvem, blockchain e outros, além de, é claro, divulgação de vagas de estágio na IBM. 

Para participar do programa, os alunos participarão do processo regular de admissão que integra os currículos dos ensinos médio e técnico oferecidos pelo Centro Paula Souza. 

O Paula Souza tem se revelado aberto para esse tipo de acordos com o setor de TI. Em 2015, iniciou um projeto similar com a Tata Consultancy Services.

As aulas começarão em fevereiro de 2019. Os alunos que se inscreverem no curso de “Análise e Desenvolvimento de Sistemas” no programa P-TECH – Centro Paula Souza terão experiências práticas oferecidas pela IBM enquanto empresa parceira do setor, e supervisionadas pelo Centro Paula Souza.

No Brasil, o Programa P-TECH do Centro Paula Souza espera formar 80 alunos por ano, em um primeiro momento, além de inspirar outras escolas a implementar o P-TECH em parceria com outras empresas tanto do setor de TI, quanto de outras indústrias

"Apesar de ter sido uma iniciativa originalmente desenvolvida pela IBM nos Estados Unidos, não se trata de uma iniciativa exclusiva da IBM. Incentivamos que outras empresas também busquem parcerias educacionais como esta, para replicar o modelo", explica explica Tonny Martins, presidente da IBM Brasil.

O Brasil, junto com a Colômbia, é um dos primeiros países da América Latina a anunciar o lançamento do P-TECH, unindo-se a outros países do mundo, incluindo Estados Unidos, Marrocos, Austrália, Taiwan, Cingapura, Coréia do Sul e Irlanda. 

A IBM iniciou este modelo em 2011, no Brooklyn, Nova York. Desde então, cresceu para 110 escolas P-TECH e 80 faculdades comunitárias nos Estados Unidos e em outros países, com mais de 550 empregadores participando do modelo. 

Os resultados mostram que os estudantes estão se formando com um diploma universitário de dois anos a quatro vezes a média da taxa de graduação nos Estados Unidos. A maioria dos graduados americanos do P-TECH até hoje continuou seu ensino superior, enquanto outros começaram a trabalhar imediatamente no setor privado.