Ouro Verde remodelou tudo na TI. Foto: divulgação.

A Ouro Verde, empresa de Curitiba especializada em locação de veículos, equipamentos e serviços, decidiu por o foco em TI com tudo nos últimos dois anos: foram R$ 7 milhões investidos no fortalecimento do setor na sede, definição de um plano diretor para a área e internalização dos processos de TI.

Além disso, dos R$ 7 milhões, aproximadamente a metade foi alocado na implantação do ERP Microsoft Dynamics AX.

A companhia paranaense adquiriu 80 licenças da solução, além de infraestrutura para rodá-la e contratação de fornecedores da própria implantação, de sistemas legados e equipes próprias de desenvolvimento, arquitetura e integração com os demais softwares já utilizados na base.

Da outra metade do investimento total, cerca de R$ 200 mil foi para a estruturação do data center, com aquisição de servidores e switches.

O restante contempla uma solução de gestão de manutenção, estruturação da área de suporte e infraestrutura da companhia, além da unificação da central de cadastros, criação de uma plataforma de integração entre sistemas, solução de workflow corporativo e de PDM, instalação de uma rede para as filiais, entre outros projetos.

À frente de todo o trabalho, está Gustavo Busnardo, gerente corporativo de TI da Ouro Verde.

“Nosso primeiro trabalho foi mapear gargalos, traçar metas e analisar a melhor forma de integrar todos os sistemas, departamentos e milhares de informações específicas da empresa”, conta o executivo.

Disso, nasceu o plano diretor da TI da companhia, que em dois anos já tem concluídas 70% das etapas inicialmente previstas.

O gerente de TI explica que, ao contrário da maioria das companhias, que delegam a implantação do ERP a um fornecedor externo, ainda que em trabalho conjunto com a equipe interna, a Ouro Verde decidiu fazer por si.

“O fornecedor externo de TI não vivencia e pouco sabe do negócio da empresa. Planejam pouco e correm muito para tentar, em poucos meses, implantar o novo sistema. Etapas de planejamento e desenho de processos são executadas de forma pobre, pois são encaradas como custo”, avalia Busnardo.

Para o gerente, a companhia constatou que é prestadora de serviços para cliente final, diferente, por exemplo de uma fábrica, que fornece para varejistas.

“Decidimos que quem faria a estratégia e a gestão de todo o projeto seríamos nós mesmos, e contaríamos com os fornecedores como apoio, não como principais responsáveis”, comenta ele.

Para isto, a empresa contratou uma equipe TI que, entre gestores, funcionários, fornecedores de serviços e estagiários, soma cerca de 48 profissionais distribuídos entre matriz e filiais.

O time atua em dois setores: Projetos, com gestão, mapeamento de processos de negócio, arquitetura e integração de sistemas, entre outros, e Suporte e Infraestrutura de TI.

O suporte atende a data center, DBA, rede, firewall, call center/telefonia, sistemas, hardware e dispositivos móveis.

A companhia também abriu mão do famoso turn key.

“Não era uma opção. Decidimos que implantaríamos o ERP de forma segmentada, por fases e por unidades de negócio”, completa Busnardo.

Até agora, o Dynamics AX já está implantado na matriz e filiais, com processos em andamento, como o de compras e gestão de estoque.

A fase final do plano diretor da TI da Ouro Verde deve ocorrer até outubro de 2013, e inclui a implantação da fase finanças do ERP, além de contratação de uma solução de gestão de frotas, que já está em análise de fornecedor.

E quando se pensa que a TI deles vai respirar...

“A estimativa é que após a conclusão deste plano inicie-se um novo, assentado sobre esta plataforma e focado em ações de aumento de receita, plataformas móveis, portais de relacionamento com clientes e fornecedores, integrações business-to-business etc”, resume um incansável Busnardo.

Fundada em 1973, a Ouro Verde emprega 1,5 mil colaboradores na sede e unidades espalhadas pelo país.

A estrutura da companhia soma 15 mil carros e quatro mil equipamentos, como aparelhos para movimentação de cargas, logística ambiental, caminhões e soluções para mineração, agricultura, construção civil, industrial, entre outros setores.

A empresa não abre o faturamento, mas, segundo Busnardo, destina 5% do orçamento anual à TI.