A segunda etapa do LABelectron Nucleador conta com investimentos de R$ 13 milhões. Foto: Divulgação.

A Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (SEPIN-MCTIC) e a Fundação CERTI lançaram nesta segunda-feira, 6/11, a segunda etapa do projeto LABelectron Nucleador em Florianópolis.

A iniciativa busca estimular e promover a competência nacional no desenvolvimento e produção da eletrônica de produtos com tecnologias da informação e comunicação.

Financiado com recursos do Programa Prioritário HardwareBR e da Lei de Informática, o LABelectron Nucleador tem o objetivo de estabelecer na região sul do Brasil um empreendimento modelo para desenvolver e consolidar plataformas de soluções para a competividade da manufatura de placas eletrônicas de alta confiabilidade em pequenas séries. 

Nesta segunda etapa - a primeira foi desenvolvida entre 2007 e 2011 -, o projeto será realizado em parceria com o SENAI-SC e conta com investimentos de aproximadamente R$ 13 milhões para execução até o final de 2018. 

"O nosso objetivo é contribuir cada vez mais com os diversos setores na chamada indústria 4.0, que vai agregar mais competitividade e modernização ao ecossistema brasileiro de inovação tecnológica”, destaca José Eduardo Fiates, superintendente geral da CERTI.   

Fundado em 2002, o LABelectron  é um laboratório-fábrica que fornece ao mercado soluções tecnológicas a partir do desenvolvimento de projetos e da manufatura de placas eletrônicas em pequenas séries, com flexibilidade e customização, atendendo a pequenas e médias empresas que não têm demanda para produção em larga escala. 

O modelo permite que a infraestrutura seja utilizada tanto para a prestação de serviços a empresas como para a aplicação de P&D. Desde sua implementação, o LABelectron já atendeu cerca de 130 empresas, atingindo a marca de 68 milhões de componentes montados em mais de 340 mil placas eletrônicas.

“Esse projeto apoia não só empresas de médio porte, mas possibilita também parcerias com empresas muito grandes, como no caso da Embraer. A gente entende que o investimento terá um efeito catalisador, que vai possibilitar não só o desenvolvimento de pesquisas, pela própria CERTI e empresas beneficiadas, mas também o surgimento de startups inovadoras que estarão atreladas aos projetos de pesquisa”, destaca José Sampaio Gontijo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital da SEPIN. 

Além do lançamento do projeto, o evento de segunda-feira também foi marcado pela assinatura do acordo de cooperação entre a CERTI e o SENAI/SC, que propiciará a transferência do LABelectron para o Sapiens Parque. O movimento espera gerar uma integração mais eficiente entre o laboratório-fábrica e a indústria em geral.

“Queremos que o Instituto da Indústria seja um habitat da Inovação. Lá já temos o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados, o Centro de Inovação SESI em Tecnologias para Saúde e agora também o LABelectron”, diz o diretor regional do SENAI/SC, Jéfferson de Oliveira Gomes. 

Para o diretor-executivo do LABelectron, Carlos Alberto Fadul, a partir de agora surgirão mais oportunidades para o fomento de novos negócios.

“Esse é um movimento estratégico para a CERTI, pois estaremos mais próximos dos representantes da indústria, teremos oportunidades para compreender melhor suas necessidades e desenvolver soluções eficientes”, diz Fadul.

O novo investimento é mais um passo de Santa Catarina no caminho para se tornar referência na área de indústria 4.0.

Há pouco mais de um mês, a Vertical Manufatura da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançaram o Cluster Nacional para a Indústria 4.0.

O objetivo do cluster é acelerar a adoção dos conceitos relacionados à Indústria 4.0 a partir da aproximação entre as empresas fornecedoras de tecnologias como sensores, software analítico e processamento de dados na nuvem (agrupadas na Acate) e os potenciais compradores interessados em turbinar suas linhas de montagem e produtos finais (representados pela Abimaq).

Para demonstrar o avanço do estado nesse segmento, durante o evento de lançamento do cluster, em Joinville, foi apresentado o case da Embraco, uma multinacional de refrigeradores que já está adiantada no processo.

A Embraco foi uma das fundadoras, junto com a Pollux e a Fiesc, da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), uma entidade que visa replicar no Brasil o trabalho do Industrial Internet Consortium (IIC).

No final do ano passado, aconteceu a assinatura de um convênio focado em Indústria 4.0 entre Fiesc, Senai-SC, UFSC e Fundação Certi.