Os sócios Cezar, Lucas e Gerson. Foto: Divulgação.

Até o final de 2014, alunos da Ufrgs contarão com a opção de deslocamento com carros elétricos entre os campi Central e Vale. A responsável pela iniciativa é a startup MVM Technologies.

A empresa é formada por três jovens engenheiros do meio acadêmico: Cezar Reinbrecht, 26 anos, é graduado na área de computação e doutorando da universidade; Gerson Scartezzini, tem mesma idade e formação superior, mas é mestrando da mesma instituição; e Lucas de Paris, 25, é engenheiro de telecomunicações e mestrando da Unicamp.

"Os alunos têm que se deslocar de um campus para o outro em um curto tempo, e nem sempre conseguem contar com transporte coletivo para isso”, destaca Paris.

A universidade conta com 89 cursos de graduação e um total de 45 mil alunos, contanto com a pós-graduação. A maioria desses alunos fazem aulas em ambos os campi, em pelo menos uma cadeira. Os dois locais ficam a 13,4 km um do outro e o caminho passa por alguma das avenidas mais congestionadas da cidade.

Desde junho, o planejamento está sendo feito. O início foi em um programa de empreendedorismo na University of California Berkeley, com a Intel, onde fizeram o plano de negócios. Ainda lá, apresentaram a proposta para investidores.

A estratégia prevê um aporte inicial de R$ 3 milhões para a compra de 20 automóveis, pontos de retirada, sistema e suporte técnico. Para isso, estão buscando investidores de nível nacional e internacional, além de estudando possíveis fontes por meio de editais de fomento do governo.

Os carros elétricos são da empresa Hiriko, da Espanha, com autonomia de 160 km, tempo máximo de carga de cinco horas. Os veículos têm entre 2,5m e 3m, mas são dobráveis para otimizar o espaço no estacionamento e ficam com 1,5m.

Dessa forma, os pontos para retirada e entrega terão tamanho semelhante ao do Bike Poa, serviço de aluguel de bicicletas de Porto Alegre operado pela SambaTech e também presente no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. A empresa já negocia com a prefeitura a liberação dos espaços nas ruas para a expansão futura.

O custo dos carros no país de origem é US$ 25 mil, mas o preço irá alterar bastante quando importado para o Brasil, devido às alíquotas de importação.

Para o aluguel, os usuários deverão fornecer alguns dados para cadastro como CNH do condutor e número do cartão de crédito para debitar os R$ 24, valor que pode ser reduzido para R$ 10 para cada um dos dois passageiros, para incentivar o compartilhamento.

“Nosso interesse é, principalmente, o de buscar um futuro melhor para as pessoas na cidade. As palavras-chave que pretendemos colocar nas ruas são: tecnologia verde, utilização consciente e uso compartilhado”, esclarece Reinbrecht.

Os sócios esperam conseguir um base de dados compartilhados com a Ufrgs para ter conhecimento dos alunos ativos.

Os veículos serão controlados por GPS para saber se está sendo usado com esse objetivo e haverá tempo limite para uso, como acontece com as bicicletas com 1h.

Conforme a aceitação do público, a pretensão é expandir para o uso em outras universidades e, posteriormente, para o público em geral. O planejamento prevê atingir o ponto de equilíbrio financeiro em no máximo 24 meses.