Gisele de Oliveira. Foto: divulgação.

O Fórum Internacional Software Livre (FISL) turbinou a programação disponível para startups no evento, com mais programação focada, mais aceleradoras presentes e um acordo com o DataPoa, iniciativa de abertura de dados da prefeitura de Porto Alegre.

No ano passado, o primeiro da iniciativa, 30 empreendedores fizeram apresentações rápidas para representantes das aceleradoras gaúchas WOW e Ventiur.net, além da associação de investidores anjo nacional Anjos do Brasil.

Para a segunda edição, rebatizada InvestForum, confirmaram presença os participantes da primeira e mais a aceleradora gaúcha Estarte.me, as cariocas Pipa e 21212 e a ONG de fomento ao empreendedorismo Endeavor. Serão feitas 20 apresentações.

“Decidimos diminuir e investir mais na participação e aumentar o investimento na qualificação das propostas”, explica Gisele de Oliveira, responsável pela organização do InvestForum. Diretora da Engenho Informática, um canal Senior gaúcho, Gisele foi presidente do Seprorgs e é um nome conhecido no meio empresarial.

De acordo com Gisele, nenhuma das apresentações do ano passado evoluiu para um investimento, o que não é lá muito desanimador, sabendo que a taxa de seleção das aceleradoras é baixa e que é comum serem analisados 100 projetos para investir em 1.

De qualquer maneira, a organização do FISL optou por chamar nomes de mercado para fazer palestras de preparação [elas são abertas ao público], incluindo o diretor da Dinamize, Jonatas Abott, para falar sobre marketing; o conhecido consultor de internacionalização de empresas Roberto Janssen, para falar sobre pitchs e Rafael Chanin, organizador da Failcon, para explicar a importância de seguir tentando.

Foi mantido o requisito de que os projetos apresentados devem ser obrigatóriamente de tecnologias open source.

Gisele destaca que o Fisl reconhece as dificuldades do que chama um “trabalho pioneiro”, de tentar colocar o mundo do software livre na dinâmica dos investidores, que geralmente procuram produtos de alta escalabilidade e rentabilidade para investir, o que não é “um encaixe automático” para propostas baseadas em código aberto.

Para tentar fomentar um modelo de negócios viável para empreendimentos open source, a empresária destaca a aproximação com o DataPoa, iniciativa de dados abertos da capital gaúcha, para facilitar o acesso das startups às informações e gerar empreendimentos viáveis com elas na próxima edição do FISL.

A iniciativa também é apoiada pelo Porto Alegre Cite, organização informal de empreededores de startups, academia e empresas focadas em promover um salto tecnológico para a capital gaúcha.

“Queremos que essas empresas tenham as mesmas facildades que multinacionais como Google e Moovit, que recentemente criaram aplicações baseadas nessas informações”, resume Gisele.

A gestora destaca que a ideia para o próximo ano é que os projetos apresentados contribuam com melhorias efetivas para a cidade e sejam facilmente replicáveis em outros lugares, uma missão para qual o desenvolvimento open source parece especialmente bem adaptada para cumprir.

"A ideia é dar um passo além dos famosos 'desafios' onde o pessoal geralmente vem com propostas teóricas, festejadas e que nunca são postas em prática", propõe Gisele.