Ulisses Maia.

Maringá acaba de destinar uma área de 120 mil metros quadrados (mais ou menos 10 campos de futebol dos grandes) para um futuro parque tecnológico na cidade.

O prefeito da cidade, Ulisses Maia, assinou a liberação do terreno, localizado próximo à avenida Nildo Ribeiro da Rocha e do parque do Japão, uma das atrações turísticas da cidade, nesta quarta-feira, 07.

A estimativa é que Maringá tenha hoje 400 empresas do ecossistema de TIC. A ideia do parque é atrair também instituições de ensino, por meio centros de pesquisas e inovação, ambientes de co-working.

Também está no projeto espaços de criação como FabLab, áreas comuns de alimentação e estacionamento, creches, locais para reuniões, debates e treinamentos.

“O setor tecnológico maringaense vem crescendo muito nos últimos anos e nada mais justo que a prefeitura oferecer condições para aumentar ainda mais este crescimento”, explica Franz Wagner Dal Belo, diretor de Inovação Tecnológica da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Maringá.

Dal Belo enfatiza que o objetivo é criar “uma referência para todo o país”.

Segundo dados da prefeitura, o setor faturou R$ 802 milhões na cidade em 2017, um aumento de quase 10 vezes frente aos números de 2012, sendo hoje em dia 10% da arrecadação de ISS de Maringá.

A previsão do setor de TI para 2018 é alcançar a cifra de R$ 1 bilhão em faturamento na economia de Maringá e 13% do faturamento do ISS.

“O objetivo é reunir as empresas de TI em um mesmo espaço físico, onde será possível ampliar ainda mais o segmento de tecnologia da cidade. São 4 mil funcionários no total”, afirma Rafaela Campos, presidente da Software by Maringá, entidade que reúne empresas do setor de TI de Maringá e região. 

A Software by Maringá, fundada em 2007, é parte da movimentação das empresas de software da cidade. Recentemente, a associação se tornou uma representante da Softex, para promover o modelo de qualidade de software MPS.BR na região.

Planejada e com urbanização recente, Maringá é hoje a terceira maior cidade do Paraná, com 406 mil habitantes. A menos de 100 quilômetros de distância está Londrina, uma cidade de porte similar (550 mil habitantes) que também tem ambições de ser um polo de tecnologia.

No começo do ano, a indiana TCS anunciou um investimento com a perspectiva de empregar até 4 mil pessoas na cidade.

Já foram abertas 80 vagas para o novo “delivery center”, dentro da primeira fase da operação paraense da TCS, no qual a empresa estará instalada e um prédio comercial na região central da cidade.

Nesse local, a empresa poderá ter até 700 funcionários. Depois, o plano é se transferir para uma sede que está sendo construída dentro do parque tecnológico Francisco Sciarra, um espaço administrado pela Codel, uma autarquia municipal de desenvolvimento de Londrina.

Nos últimos anos, o município vem se credenciando como um polo de TI, com cerca de 200 empresas da área segundo dados da Softex.

A maioria são companhias locais, mas Londrina já tem um centro de serviços da gigante francesa Atos, inaugurado em 2013 e hoje com cerca de 400 funcionários.

A região já conta há mais de 10 anos com um Arranjo Produtivo Local, uma espécie de associação de empresas por meio do qual é possível captar verbas em nível estadual e federal.