M2Sys aposta na truncagem de cheques.

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A M2Sys Tecnologia, empresa de Curitiba com filiais em São Paulo, Brasília e especializada em processamento de imagens, acaba de inaugurar na capital paranaense um novo centro de DPI (Data Processing Image) que demandou investimento de R$ 2 milhões e tem meta de processar 500 mil documentos/dia.

A unidade vai integrar as duas antigas operações mantidas pela companhia na cidade e começa a operar com 350 estações de processamento, com possibilidade de expansão para mais 100.

Com o novo DPI, a M2Sys planeja ampliar o volume anual de imagens de cheques, boletos e outros documentos digitalizados dos atuais 80 milhões para mais de 158 milhões.

“O volume atual representa a movimentação de documentos capturados por nossos DPIs em cerca de 850 agências bancárias, financeiras e pontos de varejo do país”, explica Gisele Carvalho, diretora da empresa curitibana.

Segundo ela, a expectativa é atingir cerca de 1,2 mil pontos remotos de captura até o final deste ano.

Para tanto, novos contratos estão em negociação com instituições financeiras de todo o país, garante a executiva, mas não é só isso: Gisele baseia a projeção também na adoção em larga escala, entre os bancos, do movimento de truncagem (substituição de cheques e boletos em papel por documentos digitalizados com validade legal).

A M2Sys atua na captura descentralizada de documentos nos canais remotos dos bancos e comércio, na digitalização e validação dos materiais e em diversas tarefas que compõem o back-office destas operações.

A empresa também faz a implantação de kits de captura, sistemas operacionais e de digitalização, além da capacitação dos profissionais dos bancos para a descentralização do processamento de documentos.

O novo DPI funciona em regime de produção simultânea com as agencias bancárias, e tem seu horário de entrega sincronizado com o fechamento das mesmas.

“O objetivo é dispensar os bancos da necessidade de extensão de seus horários ou da manutenção de centros de serviços para processamento dos documentos, já que o processo é descentralizado”, comenta Gisele.
O centro tem área total de mais de 2,9 mil metros quadrados e abriga, inicialmente, 450 colaboradores.

“Com a nova unidade poderemos resolver alguns gargalos logísticos e operacionais. A segurança é um dos pontos principais da truncagem, e é também um dos principais benefícios obtidos ao optar pelo serviço terceirizado”, finaliza a diretora.