Incubadoras ainda precisam de uma mãozinha externa. Foto: flickr.com/photos/fiskfisk

As incubadoras de empresas de tecnologia no Brasil dependem em larga medida de recursos das mantenedoras e do governo para seguirem existindo.

É o que mostra um estudo da Anprotec divulgado pelo Valor Econômico que indica que 27% das incubadoras não geram receita própria, dependendo exclusivamente de doações de instituições mantenedoras e de recursos do governo.

Outros 51% possuem receita própria, mas esses recursos são inferiores a 30% do faturamento total e abaixo do volume de recursos que necessitam para se manter em operação.

O estudo mostra que existem no país 384 incubadoras, 4% menos que em 2007. Juntas, elas atendem a 2,5 mil empresas novatas, um número 10,7% inferior ao de cinco anos atrás.

Na Europa, 28,5% da receita das incubadoras tem origem nos serviços que elas prestam e na negociação de royalties de patentes registradas pelas empresas incubadas. No Reino Unido, o índice chega a 45% e, na Alemanha, a 67%.

De acordo com o Valor, a presidente da Anprotec, Francilene Procópio Garcia, defende a adoção no Brasil de um modelo de gestão de incubadoras semelhante ao que foi adotado em Israel, que em 2002 deu início a um processo de privatização das incubadoras, até então vinculadas ao governo.

Atualmente, das 24 incubadoras existentes naquele país, 22 são administradas e financiadas pelo setor privado.

Uma mudança no gênero da defendida por Francilene teria pouco impacto no Sul, onde a maioria das incubadoras é ligada a instituições de ensino.