Brasileiros no topo dos usuários mais frequentes de tecnologia. Foto: divulgação.

Uma pesquisa realizada pela Telefônica e divulgada pelo Financial Times destaca que os brasileiros estão na frente quando de se trata de uso frequente da internet e tecnologia, com índices de uso bem acima da média mundial.

Segundo reporta o Valor, os usuários brazucas - em especial os mais jovens, entre 18 e 30 - já estão familiarizados com o uso da rede para as tarefas do dia a dia.

Por ememplo, 85% afirmam ser capazes de encontrar um emprego online, mais que nos outros países, cuja média é de 83%. Quanto ao entretenimento, para 72% dos brasileiros, a internet já é a fonte principal de diversão, enquanto que no resto do mundo este percentual fica em 64%.

Entre os 1.028 entrevistados no Brasil - mundialmente a pesquisa envolveu cerca de 12 mil pessoas - 63% possuem smartphones e ficam sete horas on-line ao dia, contra seis horas da média mundial.

Para 45% os usuários tupiniquins, as redes sociais são a fonte principal de informação, índice que está empatado com a média global.

Para completar o estudo identificou entre os entrevistados os jovens com atitude e perfis positivos em relação à tecnologia e empreendedorismo, chamados de "líderes da geração do milênio".

No Brasil, 18% dos entrevistados foram enquadrados neste perfil, enquanto que no resto do mundo apenas 11% foram considerados nesta categoria.

Para completar, os pesquisadores propuseram uma espécie de guerra dos sexos nas estatísticas de tecnologia.

49% dos homens e 40% das mulheres se mostraram confortáveis com o uso de gadgets e aparelhos conectados. Os homens se consideram mais atualizados em tecnologia, com 32%, contra 21% das mulheres.

Segundo analisam os pesquisadores, os homens se sentem mais à vontade para usar equipamentos e softwares para se comunicar e conduzir seus relacionamentos. Já as mulheres também usam estas ferramentas, mas reconhecem as necessidade do contato pessoal como extensão do mundo online.

"De maneira geral, a mulher se mostra mais influenciável por outros meios, como família e amigos, com quem sente necessidade de interação pessoal", disse o diretor de assuntos empresariais da Telefónica Europa, Richard Poston, responsável pela pesquisa.