José Rizzo.

A Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), sediada em Joinville, fechou um acordo com a prefeitura da cidade para fazer um teste para instalação de semáforos inteligentes no município.

Serão testadas câmeras térmicas de tráfego, tecnologia inédita no Brasil de acordo com ABII.

O sistema permite a detecção de pedestres, ciclistas e automóveis com 100% de precisão, sem interferência de chuvas, neblinas ou quaisquer condições climáticas.

Instaladas em alguns semáforos da cidade, as câmeras térmicas de tráfego coletam, em tempo real, dados das vias como fluxo de veículos, de ciclistas e de pedestres, permitindo aos semáforos inteligentes a tomada de decisão autônoma sobre o ajuste de intervalo em que devem operar, dando preferência para o tráfego em vias com maior congestionamento, por exemplo. 

Além disso, o sistema poderá gerar estatísticas e insights que irão auxiliar a prefeitura de Joinville na tomada de decisões de planejamento urbano.

A solução piloto será executada durante o primeiro semestre deste ano e está sendo liderada pelos especialistas que compõem os Grupos de Trabalho de Testbeds da ABII, que selecionaram este projeto baseados nos critérios de alto grau de inovação, impacto e escalabilidade.

Joinville é o município mais populoso de Santa Catarina, com 577 mil habitantes, donos de 380 mil veículos.

“A Internet Industrial pode gerar impactos em todos os setores, incluindo manufatura, agronegócio, saúde, transportes, energia e cidades”, comenta o presidente da ABII, José Rizzo.

A ABII foi fundada em agosto de 2016 pela FIESC, em parceria com a Pollux Automation e a Embraco. Já são mais de 40 empresas associadas.

A entidade é inspirada no consórcio internacional (Consórcio de Internet Industrial - IIC) criado em 2014 nos Estados Unidos, com o mesmo fim, pela AT&T, IBM, GE e Intel.

A Internet Industrial é um dos vetores para a criação de um um novo tipo de manufatura com um uso pesado de sensores dentro da chamada Internet das Coisas, mas também produção automatizada e análise de grandes volumes de dados na nuvem, abordagem que é conhecida como Indústria 4.0.