A PUC-RS vai investir R$ 1 milhão startups por meio do Proa. Foto: PUC-RS/Divulgação.

A PUC-RS vai investir R$ 1 milhão em duas startups por meio do Programa de Aceleração de Empreendimentos (Proa), uma ação que une a Universidade e mais de 30 empresários com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e com a CRP Participações. Receberação o auxílio as empresas SmartLife e WinNova. 

A SmartLife está incubada na Raiar da PUC-RS desde o início deste ano. Seu fundador é Gustavo Back, que trabalhou por 14 anos na Procergs.

O produto da startup é um aplicativo que elimina a necessidade de permanecer em filas para pagar contas de bares e restaurantes cadastrados. Pelo smartphone, é possível consultar o cardápio dos estabelecimentos, fazer o pedido e pagar a conta.

Já a WinNova é uma startup que atua no desenvolvimento de outras startups. Ela foi criada por Thomas Kudiess, proprietário da Fazenda Cruzeiro do Sul, do Piaui. 

Segundo a PUC-RS, a WinNova é como uma spin-off do próprio Proa, pois surgiu a partir da experiência do empresários em atuar no desenvolvimento de outras startups.

Iniciado há um ano, o Proa reuniu, no início de sua atuação, um time de empresários com nomes como Alexandre Randon, Bruno Zaffari, Claudio Goldztein e Julio Motim Neto (Panvel) em seu conselho gestor.

As selecionadas SmartLife e WinNova vão receber, além do  investimento, mentoring de inovação, geração de demanda e plano de desenvolvimento nos próximos 28 meses. 

Outras três empresas estão na fase final de avaliação para receberem o apoio definido pelo conselho.

O projeto de aceleração da universidade é mais um em operação no Rio Grande do Sul, que também conta, por exemplo, com as aceleradoras Wow, Ventiur e Estarte.me.

A Ventiur foi fundada em janeiro de 2013 e era composta inicialmente por 12 sócios-investidores que fizeram um aporte de R$ 600 mil na empresa, com o plano de investir R$ 9 milhões em negócios inovadores até o final de 2015.

Participam do grupo empresários gaúchos como Fabio Defferrari (Defferrari), Fábio Furtado Ramos (Grupo Ciberbras) e Márcio Coelho (Brivia). 

A eles se agregaram outro grupo de 21 sócios-investidores, dentre os quais diversos nomes de destaque no cenário empreendedor do país, como Luis Fichman (CEO da Readers Digest), Marco Stefanini,  Fábio Ramos (Axur/Ciberbras), Robinson Klein (Cigam), Régis Haubert (Exatron), entre outros. 

Já a Wow conta com 57 investidores e é a primeira a ter uma separação institucional entre as funções de aceleração e de investimento. Sem fins lucrativos, não está associada a nenhuma instituição de ensino ou pesquisa. A instituição possui um capital de R$ 3,5 milhões.

Criada pelo empresário Mauricio Centeno, a Estarte.me é voltada para o mercado digital, com foco em iniciativas na área web, marketing online e games. Em janeiro, a aceleradora escolheu as primeiras quatro empresas, que receberiam até R$ 20 mil cada. Foram elas: Prematuridade.com, CodeFreelas, MindPills e Otus Game Studio. A Cur.to é outra startup acelerada pela Estarte.me.