TEF em nuvem na mira da Oi. Foto: Flickr.com/4rnet

A Oi lança o TEF nas Nuvens, serviço de transação eletrônica de fundos da operadora voltado a médias e grandes empresas dos setores de comércio, turismo e saúde.

A oferta permite a comunicação entre os estabelecimentos comerciais e as operadoras de cartão de crédito, integrando as operações de TEF às redes WAN dos clientes e ao serviço de computação em nuvem Oi Smart Cloud, que se conecta às bandeiras para autenticação das transações.

Conforme o diretor da Unidade de Negócios do Corporativo da Oi, Maurício Vergani, a estimativa é que 30% das novas vendas da rede WAN para o varejo já venham com o TEF nas Nuvens integrado.

Para fornecer o serviço, a Oi conta com uma infraestrutura de cinco data centers distribuídos pelo país.

“As empresas conseguem reduzir investimentos em possíveis servidores de autenticação e circuitos de conexão, além de ter uma melhor disponibilidade e maior confiabilidade e segurança do serviço”, afirma Vergani. ““É possível reduzir os custos em cerca de 20%”, comenta.

Segundo ele, a solução é de fácil instalação, pode ser operada remotamente pelo cliente, e, nos períodos de grande demanda do varejo, os usuários podem aumentar a capacidade dos servidores do Oi para o processamento das transações de acordo com a demanda, pagando pelo uso.

Para gestão do serviço, a Oi disponibiliza também o Oi Gestão WAN, que contempla gerenciamento da infraestrutura de comunicação de dados do cliente, incluindo a gestão de disponibilidade, capacidade, SLM e performance das aplicações que trafegam na rede.

“A solução substitui definitivamente as velhas e ineficientes redes baseadas em pacotes X.25”, conclui Vergani.

O lançamento é uma aposta da tele para se reforçar no setor corporativo, que hoje representa 8,7 milhões das 74,7 milhões de Unidades Geradoras de Receitas (UGRs) registradas em sua base em junho deste ano, conforme dados da Anatel.

A base se completa com 47 milhões do segmento móvel pessoal, 18,4 milhões do residencial e 667 mil telefones públicos.

CONTRAMÃO
No entanto, se a operadora aposta no setor corporativo para vender serviços em nuvem, a recíproca nãoé verdadeira.

Conforme um estudo da Frost & Sullivan com 121 diretores de tecnologia de médias e grandes empresas do país, somente 30% deles confiam nas teles para fornecer serviços de computação em nuvem.

Enquanto isso, 20% - um a cada cinco – destaca que não confiaria na oferta das telcos.

Para os empresários, fornecedor bom de cloud computing é o data center por natureza, segmento que tem 70% da preferência dos entrevistados e somente 3% de rejeição.

Em seguida aparecem o que foram chamadas de “empresas globais de TI”, com a confiança de 65% dos executivos ouvidos pela F&S, sendo que apenas 5% rejeitaram a ideia de contratar uma delas.

“A conectividade é um ponto extremamente relevante para a escolha do fornecedor. Curiosamente, as teles, que tem a conectividade, são as que aparecem com maior índice de rejeição ou baixa percepção de capacidade para oferecer computação em nuvem”, avalia o analista de TIC responsável pela pesquisa, Bruno Tasco.

A própria Oi já sentiu esta dificuldade antes: em março, a companhia que havia lançado o Oi Smart Cloud com investimento de R$ 30 milhões no começo de 2012, anunciou uma parceria com a Go2Next, empresa paulista especializada no ramo, em busca de aproximação com um player mais aceito do setor.