ENGENHARIA

Construtivo quer dobrar no Sul

05/09/2013 18:24

Empresa de TI para gestão de engenharia traz P&D para Porto Alegre e prevê fechar dois novos contratos por mês..

Marcus Granadeiro. Foto: divulgação

Tamanho da fonte: -A+A

A Construtivo, especializada em soluções para gestão de projetos e processos de engenharia, ampliou sua filial de Porto Alegre, onde tem operação comercial desde 2009, e para onde agora transfere seu centro de P&D, até então estabelecido em São Paulo.

A meta é conquistar pelo menos dois novos contratos por mês a partir da filial gaúcha no primeiro ano da ampliação, o que ampliará uma carteira de mais de 20 clientes atuais, entre os quais estão nomes como Goldstein Cirela, Nex Group, CFL, Fiergs e Plaenge.

O plano é dobrar a participação da região no faturamento geral, que hoje fica em 25% de uma receita que em 2012 foi de US$ 2,5 milhões na área de SaaS – foco da unidade porto-alegrense -, crescimento de 100% sobre 2011, e este ano deve dobrar novamente.

“Também pretendemos ampliar a equipe local, que hoje conta com cerca de seis pessoas, para 20 no primeiro ano. Destes, cinco a dez serão programadores para o centro de P&D, com experiência em Java e CAD”, comenta Marcus Granadeiro, presidente do Construtivo.

Por aqui, a empresa também projeta ampliar sua estratégia de ataque a empresas de médio e pequeno porte.

Conforme Granadeiro, em Porto Alegre a companhia já atende a pequenos escritórios de arquitetura.

“Nossa oferta é 100% em nuvem, e em formato SaaS, o que permite praticar preços atrativos até mesmo para clientes com faturamento na casa dos R$ 100 mil a R$ 200 mil mensais”, explica o executivo.

E se oferece economia, então o portfólio da Construtivo ganha força em um setor que está precisando de contenção nos gastos: conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em junho deste ano o indicador que mede o nível de atividade da construção civil caiu para 44,3 pontos, ante 46,9 pontos de maio, em um índice que vai de zero a cem pontos e resultados abaixo de 50 indicam retração.

O mesmo estudo mostra que o nível de atividade da construção não cresce desde março de 2012, e desde dezembro mostra retração.

Já a consultoria LCA prevê que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) fique em 6,5% em 2013, quando em 2012 registrou 7,1%, e que para o próximo ano o PIB da construção não passe de 0,9% de crescimento

EXPANSIVA
Além da construção, a companhia atende também a empresas do segmento de energia.

“A base da solução é a mesma, embora atenda a todos os requisitos de engenharia de empresas deste segmento, que é muito rigoroso”, ressalta Granadeiro.

No setor energético, nomes de peso voltam a aparecer na carteira da Construtivo, como
UHE Belo Monte, Duke e Eletrosul.

Ao todo, a companhia atende a mais de 250 clientes, que somam um universo de 25 mil usuários.

Veja também

ECONOMIA
Gafisa virtualiza mais com Processor

Construtora já usa virtualização há três anos, no data center central. Agora, inicia ampliação para Minas Gerais,Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador.

INTEGRAÇÃO EM NUVEM
SnapBusiness: US$ 1 milhão no RS e SP

Com unidades em São Paulo e Porto Alegre e investimento inicial de US$ 1 milhão, a empresa espera faturar R$ 5 milhões no primeiro ano da subsidiária.

PARCERIA
Mega e Teclógica: força na construção

Empresas aliam sistema de gestão de construção civil da fornecedora paulista ao aplicativo móvel da catarinense para conquistar pelo menos 200 novos usuários no primeiro ano da parceria.

CIDADE PEDRA BRANCA
Nuvem: construção civil sustentável

O grupo Cidade Pedra Branca, construtora e incorporadora de Palhoça, em Santa Catarina, apostou no Office 365.

Linx unifica holding de construção

A Linx Sistemas foi contratada pela Casa Show e a TendTudo para integrar as áreas de gestão e estratégia das duas companhias.

Com investimento de R$ 1 milhão em soluções de gestão e automação, as empresas trabalharam para criar a holding de materiais de construção BR Home Centers.

A Casa Show e a TendTudo possuem, juntas, 18 lojas, quatro centros de distribuição, 1.750 funcionários e um faturamento de R$ 500 milhões.