Brasileiro quer mais dureza depois do expediente. Foto: flickr.com/photos/ingey.

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Os trabalhadores brasileiros são os que mais querem, mas um dos que menos fazem hora extra no mundo, segundo aponta uma pesquisa divulgada nesta semana.

Uma pesquisa global, encomendada pelo The Workforce Institute, da Kronos Incorporated, e conduzida pela Harris Interactive, fez um levantamento sobre a relação dos trabalhadores com o trabalho nas horas extras.

Funcionários assalariados da Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Índia, México, Reino Unido e Estados Unidos foram representados nessa pesquisa.

A maioria dos funcionários afirma ter conhecimento das leis e regras sobre horas extras e as compensações de sua região; a maior porcentagem aparece na China, com 96%, e a menor, na Austrália, com 72%; o Brasil aparece com 87%.

Além disso, a maioria dos entrevistados em todas as regiões, com exceção dos Estados Unidos, acredita que seus empregadores tenham, em algum momento, desrespeitado essas diretrizes – 88% na China, 47% nos EUA.

No Brasil, 65% dos trabalhadores desconfiam que seus direitos tenham sido violados.

NORMAL

A prática de horas extras é usual em várias partes do mundo. Apenas na França, com 39%, menos da metade dos entrevistados recebem a oportunidade de trabalhar fora da carga horária combinada.

A maior oportunidade de horas extras está na Índia, com 82%. Em seguida vem a China, com 80%, Reino Unido com 79% e o Brasil em quinto com 77%.
 
A oportunidade de trabalhar horas adicionais para receber remuneração adicional ou folgas remuneradas é bastante atraente para os funcionários.

A maioria dos entrevistados afirma estar satisfeita com a quantidade de horas extras ou desejaria trabalhar mais: 92% no Brasil, Canadá e Estados Unidos; 91% na Austrália; 90% no Reino Unido e no México; 88% na França.

Na Índia e na China, a vontade trabalhar fora do horário é menor. 85% para os indianos e 61% entre os chineses.

ALERTA
 
Para Paul DeCamp, executivo da Jackson Lewis LLP, ter conhecimento de que um número significativo de funcionários acredita que seus empregadores desrespeitam as leis de trabalho com relação as horas extras, é um chamado de alerta para as empresas.

"Se seus trabalhadores percebem que a empresa está fora da conformidade, passa a existir o risco de ações judiciais de trabalho. Investimentos para entrar em conformidade com salários e horas devem ser vistos como parte do gerenciamento de crises para qualquer empresa inteligente”, explica.

PESQUISA

A pesquisa foi conduzida online pela Harris Interactive, em nome da Kronos Incorporated, de 13 a 26 de Julho de 2012, com cerca de 10 mil adultos com mais de 18 anos de idade entrevistados.

A Kronos é uma fornecedora global em soluções de gerenciamento da força de trabalho, com controle os custos de trabalho, minimização do risco de aderência e melhorar a produtividade da força de trabalho.

Organizações em 100 países usam aplicações Kronos de atendimento, agendamento, gestão de ausência, RH, folha de pagamento, contratação e análise de trabalho.