China proibiu o uso de softwares de segurança da Symantec e Kaspersky por órgãos do governo.

A China proibiu o uso de softwares de segurança da Symantec e Kaspersky por órgãos do governo. Se confirmado, o movimento representará um duro golpe para as empresas que têm lutado muito para expandir as vendas no maior mercado do mundo.

Segundo o The Guardian, o Centro de Compras do Governo Central emitiu um comunicado com a lista de fornecedores de software de segurança, estabelecendo que o governo só pode comprar programas antivírus de fornecedores chineses.

A retirada das duas fabricantes da lista de fornecedores autorizados significa que nenhum funcionário do vasto aparato estatal chinês, que emprega cerca de 10 milhões de pessoas, pode adquirir software de segurança das duas empresas.

Procuradas pelo jornal britânico, as empresas disseram que não foram informadas oficialmente da decisão. 

A Kaspersky ressaltou que "não há evidência" de que seus produtos tenham sido "proibidos" pelo governo chinês.

"O Centro de Compras do Governo Central rescindiu temporariamente as autenticações de todos os fornecedores de software de segurança externos, deixando apenas fornecedores chineses na lista de aprovados. No entanto, esta restrição só se aplica a instituições federais, cujos gastos provêm do orçamento de compras do governo central, e não inclui os governos regionais ou grandes empresas. Estamos investigando e buscando nos informar com as autoridades chinesas sobre este assunto”, disse a empresa em um comunicado. 

A Symantec disse, também por meio de um comunicado, que "está ciente de relatos da mídia sobre a empresa não constar mais na lista de fornecedores de antivírus autorizados do governo da China". 

"Enquanto nós estamos buscando nos informar sobre este relatório, gostaríamos de esclarecer que a Symantec continua a participar de licitações em projetos do governo chinês", acrescenta o comunicado. 

A relação entre a China e as empresas de tecnologia estrangeiras tem sido tensas desde que vieram à tona as denúncias da existência de um programa de espionagem em massa das comunicações do governo em nível internacional feitas pelo ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos EUA Edward Snowden.

Em maio, também foi revelado que a Agência de Segurança Nacional havia espionado os servidores da Huawei em sua sede de Shenzhen, na China, para obter informações sobre as operações da empresa, além de controlar as comunicações de seus diretores.