Fabiano Mallmann. Foto: divulgação.

A ASG, empresa norte-americana da área de software para mainframe e soluções de Planejamento de Sistemas de Negócio (BSP, na sigla em inglês), está retomando sua participação no Rio Grande do Sul, através de sua unidade em Porto Alegre.

Com o escritório, agora sob a responsabilidade do gerente de contas Fabiano Mallmann (ex-gerente de negócios da Allen), a empresa planeja reatar os contatos com clientes, assim como aproximar relações em contratos já existentes, como é o caso do Banrisul, que usa as soluções de mainframe da empresa.

A empresa abriu originalmente seu escritório portoalegrense em 2008, sob o comando do gaúcho Gustavo Henrique Bloedow, ex-Netcentrics. No entanto, a empresa não investiu muito no mercado local.

Segundo explica Mallmann, a empresa deixou em standby seus planos de expansão com a crise de 2009, mas agora, com o portfolio renovado, o plano é voltar à carga no crescimento. Atualmente a empresa registra um faturamento anual na casa dos US$ 400 milhões, com destaque na Europa e Oriente Médio.

Embora não tenha revelado números de projeção para a região, o executivo destaca que o momento é de reorganização, tanto da carteira de clientes quanto da oferta de produtos.

"Embora temos a fama de uma empresa ligada a sistemas de gestão em mainframe, diversificamos nossa oferta de soluções em gestão, com o uso da nuvem, gestão de documentos, metadados e record management", explica o executivo.

Para isso, a empresa realizou diversas aquisições nos últimos anos, como a francesa Atempo, especializada em sistemas de backup, e a alemã Cloudfactory, que agregou soluções de gestão em nuvem ao portfolio da ASG.

"Com este recurso, oferecemos às empresas sistema altamente customizável, com recursos de provisionamento que podem ser ajustados tanto para regime interno, no mainframe, ou usando a nuvem", explica.

Quando perguntado sobre o futuro do uso de mainframes, oposto ao uso de softwares e armazenamento como serviço e o impacto que isso pode trazer ao negócio da ASG, Mallmann afirma que não há preocupação.

De acordo com o executivo, o foco da empresa sempre foi o software, e se o modo em que estas soluções forem armazenadas mudar, seja na nuvem ou internamente, a empresa estará preparada.

"O segredo está no gerenciamento. Nosso negócio é desenvolver ferramentas que agregam valor à infraestrutura das empresas, dando às empresas soluções ágeis para gerir seus processos", frisa.