Edgar Serrano.

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O presidente do Seprorgs, Edgar Serrano, voltou a criticar o que considera incentivos injustos a instalação de multinacionais no país através da desoneração da folha de pagamento de exportadores de TI, durante o aniversário da entidade, comemorado em Porto Alegre nesta quinta-feira, 04.

“Não é justo que a maior multinacional de TI opere sem pagar imposto enquanto uma empresa incubada arca com todo o peso do custo Brasil”, afirmou Serrano.

A entidade patronal gaúcha, assim como as demais organizações congregadas no CETI, tem batido na tecla desde a aprovação do Plano Brasil Maior, no final de 2011.

O plano do governo federal substituiu até 2015 os 20% de impostos sobre a folha de pagamento destinados ao INSS a um percentual de 2% sobre o faturamento das empresas de TI, e, no caso das exportações, 0%.

As entidades gaúchas frisam que a desoneração total dos exportadores beneficia apenas um pequeno grupo de multinacionais com centro de desenvolvimento instalados no país, desequilibrando a competição por mão de obra com companhias locais que não exportam quase nada.

Para Serrano, os incentivos indevidos para multinacionais exportadoras é motivado por um espelhamento do exemplo da Índia que não necessariamente é a melhor opção para o Brasil.

“Sempre que nós falamos com políticos, de Brasília até vereadores surge o exemplo da Índia, quando na verdade o nosso mercado total, interno e exportações, é maior que o deles”, analisou o presidente do Seprorgs, citando dados que apontam um mercado brasileiro de US$ 123 bilhões, 23% maior que o indiano.