Um outro jeito de trafegar dados.

A Extreme Networks prevê um crescimento da ordem de 50% no mercado brasileiro de switches com capacidade para a implementação de redes definidas por software (SDN, na sigla em Inglês).

Uma das pioneiras do campo, tendo aderido há quatro anos ao protocolo padrão OpenFlow, uma das pré-condições para o avanço do SDN, a Extreme não abre que valores o mercado deve mover no país.

Em nível mundial, dados do IDC dimensionam as vendas de redes SDN em US$ 360 milhões ao ano em 2013 e preveem um salto deste patamar para nada menos que US$ 3,7 bilhões até o final de 2016.

Já a consultoria especializada Dell’Oro Group prevê que o mercado SDN deve saltar de US$ 200 milhões em 2011 para cerca de US$ 2 bilhões até 2016. Em ambos casos, é um avanço mais acelerado do que o previsto pela Extreme para o Brasil.

A diferença é devida ao fato de que a tecnologia de redes definidas por software ainda é um assunto acadêmico no país.

“Hoje, já há experiências sendo realizadas em implementação de SDN com nossa tecnologia em diversas universidades federais”, comenta Marcelo Fernandes, engenheiro de sistemas da Extreme Networks Brasil, para quem o trabalho universitário deve criar uma massa crítica para os grandes usuários de redes também deslancharem em seus projetos.

Um dos pioneiros do SDN no Brasil são os campinenses do CPqD, a primeira  organização latino americana a se associar à Open Networking Foundation, organização sem fins lucrativos que promove a adoção da nova tecnologia.