Começou hoje a Cebit 2013. Foto: divulgação.

O Rio Grande do Sul domina a delegação brasileira na Cebit, mega feira de TI que começou nesta terça-feira, 05, em Hannover, na Alemanha. Dos 17 participantes no estande brasileiro, oito vêm do estado.

As empresas participam do evento como parte de uma ação de internacionalização de empresas nacionais de TI da Softex operacionalizada há mais de uma década pela Softsul, braço da agência no Rio Grande do Sul.

Os gaúchos representados serão Ceitec, Datacom, Diponto, Kieling & Dittrich Tecnologia, Learn4Fun, Parque Tecnológico da UFRGS, SBPA e Tecnosinos.

Completam a delegação as paulista Argotechno, STA Holding e Bausystems, as mineiras Eteg e Sigga, a baiana Educandus, a pernambucana Arquivo Digital, a amazonense Fundação Guamá e a catarinense Softexpert.

A boa presença gaúcha, que repete a do ano passado, quando a delegação do Rio Grande do Sul foi a maior das presentes, com 16 participantes, se deve em parte à proximidade com a Softsul e em parte a incentivos do governo estadual.

Neste ano, o governo bancou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, um estande coletivo para as empresas listadas acima, dentro do esforço da Softex, e além disso a participação da Proelo, Defenda, Kbase It , TCA, Done It, Lexsis, e TDS.

Não foram divulgados valores, mas no ano passado a ajuda equivalia a 80% dos custos do estande.

“A SDPI considera o apoio às empresas na feira uma estratégia fundamental para mostrarmos ao mundo que temos uma indústria da tecnologia altamente qualificada e competitiva em nível mundial”, considera o secretário da SDPI, Mauro Knijnik.

Apesar da continuidade da boa participação gaúcha, a verdade é que a participação brasileira voltou aos seus níveis tradicionais, contrariando a expectativa de que o investimento feito em 2012, quando o Brasil foi país parceiro, fosse resultar em participações mais robustas em anos seguintes.

No ano passado, os diferentes estantes brasileiros somavam 1,1 mil metros quadrados, contra 100 metros deste ano. Grandes nomes como Stefanini e Positivo, presentes no ano passado, não voltaram a fazer o investimento.

As estimativas da Softex eram que o esforço para levar a delegação brasileira – subsídios formaram mais da metade dos US$ 3,2 milhões gastos em espaço – tenham gerado um retorno de US$ 60 milhões para um prazo total de 18 meses. A estimativa é que 15%, cerca de US$ 9 milhões viriam para o Rio Grande do Sul.

Além disso, a delegação nacional incluiu a presidente Dilma Rousseff, que participou das cerimônia de abertura junto com a chanceler alemã, Ângela Merkel.

Governadores como o gaúcho Tarso Genro (PT-RS) e o baiano Jaques Wagner (PT-BA) também estiveram presentes, assim como uma miríade de funcionários de primeiro, segundo e terceiro escalão da administração federal. O Rio Grande do Sul teve uma apresentação paralela para investidores.

Para este ano, as presenças confirmadas são de Virgílio Almeida, Secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de José Gontijo, diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações entre os palestrantes do Fórum International Business Area (IBA).

De Porto Alegre, que na edição anterior bancou um estande para a Procempa com a presença da diretoria da estatal, irão este ano a secretária de Inovação e Tecnologia do município, Deborah Pilla Villela, e o diretor de Relações Institucionais da Procempa, Luis Canabarro Cunha.

Nesta edição, a CeBIT terá como país parceiro a Polônia e o tema da feira será “Shareconomy” (Economia da Colaboração).

O objetivo é colocar no centro das atenções as diversas visões sobre as ferramentas de compartilhamento do conhecimento e plataformas de colaboração e de comunicação.