Oculus Rift foi só o começo. Foto: divulgação.

Tecnologias de realidade virtual prometem estar entre as grandes vedetes da Consumer Electronics Show (CES), feira de tecnologia que começa esta semana em Las Vegas. Depois do impacto feito pela Oculus e seu Rift em 2013, marcas consagradas e startups também querem surfar esta onda.

Segundo o Financial Times, um grande número de companhias querem buscar um impacto semelhante ao que a Oculus conseguiu. Na CES do ano passado, a companhia impressionou jornalistas e investidores com seu visor interativo de realidade virtual, tanto que em março foi adquirida por US$ 2 bilhões pelo Facebook.

Segundo Jay Wright, VP de produtos e experiências conectadas da Qualcomm, os headsets de VR tem o poder não apenas de ofuscar a supremacia dos smartphones, mas também o potencial de bater futuras tecnologias com tela.

"Há uma enorme quantia de dólares sendo investidos nas próximas tecnologias que serão colocadas na sua cabeça", destacou o executivo, que lidera a iniciativa Vuforia, plataforma da Qualcomm para visores digitais.

Além da Qualcomm, outras marcas como Samsung, Sony e Intel também estão por trás de protótipos semelhantes ao Oculus rift. A Samsung, por exemplo, já adiantou detalhes do Gear VR, display que usa lentes especiais acopladas ao smartphone.

O Google também não está de fora desta corrida. Em outubro, a gigante das buscas investiu US$ 500 milhões na Magic Leap, um óculos capaz de criar imagens digitais realistas sobre o que é visto no mundo real. Além disso, não podemos esquecer o Google Glass, outra promessa no segmento de realidade aumentada.

Enquanto o Google quer levar a realidade virtual como uma camada sobre o mundo real, o plano com os HDRs é o levar o conceito de head-mounted displays (HDR) para além do uso em games e heavy users de tecnologia, apresentando a inovação como um produto para entretenimento, ganhando um público mais amplo.

Um exemplo deste uso diferenciado de realidade virtual foi ensaiado pela britânica Jaunt, que recebeu investimentos deUS$ 28 milhões de empresas como o canal britânico Sky. Com isso, a empresa criou experiências como uma visão em primeira pessoa do palco para um show de Paul McCartney, assim como um passeio interativo pelo cenário do Condado, no filme O Hobbit.

"A experiência emocional de comunicar em VR será bastante poderosa. Você precisa experimentar para ver que é realmente incrível", afirma Eric Romo, CEO da Altspace VR, uma das startups que apresentará seu HDR na CES.

Até mesmo o Brasil tem seu representante na CES. A curitibana BeeNoculus quer participar desta onda, com uma solução diferente: usar o smartphone como display e vender o equipamento por R$ 100.

O produto consiste de um óculos com lentes especiais, nos moldes do Gear VR. Em vez de ter um display próprio, a ferramenta conta com um espaço para inserir o smartphone, que pode ter telas de quatro a seis polegadas.

O dispositivo usa o smartphone como tela e seus sensores de movimento para simular a sensação de imersão do visor, que muda o ponto de vista de acordo com os movimentos da cabeça de quem usa o óculos. O produto é resultado de um investimento próprio de R$ 2,5 milhões.

"O preço baixo é uma forma de atrair o consumidor médio para este tipo de tecnologia de ponta. Produtos como o Oculus Rift terão um preço proibitivo aqui no Brasil", avalia o diretor. Prestes a atingir o mercado em 2015 nos Estados Unidos, o Rift deve custar cerca de US$ 400.