Edivaldo Rocha, CEO da Corpflex.

A Claranet, multinacional inglesa de serviços gerenciados de nuvem, comprou 92,5% da CorpFlex, uma empresa paulista que atua no mesmo segmento.

Não foi revelado o valor do negócio.

Fundada em 1992, a Corpflex tem uma carteira 550 contratos, com cerca de 30 mil usuários finais.

No começo de 2016, a empresa anunciou a entrada do fundo de investimento 2bCapital como seu acionista minoritário.

"A partir de hoje temos uma presença no Brasil com capacidade semelhante à que temos nas nossas principais operações na Europa, servindo clientes de médio e grande porte na sua jornada para a cloud”, afirma António Miguel Ferreira, managing director da Claranet para a Ibéria e América Latina.

No site europeu Channel Partner Insight, Ferrreira revelou que com a compra a Claranet chega a 200 funcionários no Brasil, onde faturou US$ 128 milhões no último ano.

É um número respeitável, tendo em conta que o faturamento geral da empresa em 2018 foi de £ 321 milhões, uma alta de 49%.

A nota sobre a aquisição não esclarece de quem são os 7,5% do capital restantes, se da 2bCapital ou dos fundadores da CorpFlex.

Edivaldo Rocha, CEO da Corpflex, segue no negócio, agora liderando a operação da Claranet.

Rocha ingressou na CorpFlex em 2004, assumindo o posto de CEO em 2015, quando o fundador da empresa, João Alfredo Andrade Pimentel, passou para o conselho de administração.

Fábio Amigo contratado para assumir o comando da Claranet em fevereiro, vindo da Tivit, passa agora a ser o COO.

Pelo que parece, a Claranet decidiu apostar pela sua estratégia na chegada ao mercado brasileiro, em 2016, quando comprou a CredibiliT, empresa especializada em migração e gestão de nuvem, fazendo sua primeira compra fora do Velho Continente.

Na ocasião, a companhia colocou no comando Daniel Galante, fundador da CredibiliT (Galante foi para a Tivit em 2019, liderar a área de nuvens públicas).

A Claranet atua com soluções de cloud pública, trabalhando com tecnologias AWS, Azure e Google Cloud, desde infraestrutura, automação, big data e machine learning. 

A empresa tem 2,5 mil funcionários, a maioria na Europa, e fatura na casa dos R$ 2,5 bilhões anuais atendendo 6,5 mil clientes.