UFRGS lançou seu NAGI em maio. Foto: Gustavo Diehl/Ufrgs.

Tamanho da fonte: -A+A

Desde a segunda quinzena de junho, o Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação (NAGI) da UFRGS começou uma maior divulgação para buscar empresas para suas turmas de capacitação. 

Oficialmente lançado no dia 6 de maio, o Núcleo já trabalha com as empresas incubadas na Hestia e no CEI, ligadas ao instituto de física e de informática da UFRGS, respectivamente.

O objetivo do NAGI é orientar e capacitar as empresas para a implementação de um sistema de gestão da inovação.

As primeiras turmas de Porto Alegre e Caxias do Sul podem ter até 20 empresas cada.

O alvo do programa são, especialmente, micro e pequenas empresas tecnológicas da área de TI. No entanto, empresas de grande porte também podem solicitar o serviço.

O programa, financiado pelo Finep, monta uma assistência personalizada de acordo com as necessidades de cada negócio.

Seguindo as orientações do edital do Finep, a cobrança pelo serviço é diferente de acordo com o tamanho da empresa.

Para grandes companhias, o valor é R$ 16 mil. Para médias, o custo cai pela metade, ficando em R$ 8 mil. Pequenas empresas pagam R$ 1,6 mil pelo projeto, enquanto as micros pagam apenas R$ 800.

Segundo o edital, microempresas são as com faturamento anual até R$ 2,4 milhões. Já as pequenas são as que ficam entre R$ 2,4 milhões e R$ 16 milhões. As médias empresas devem ter faturamento anual entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões. As grandes são as que passam de R$ 90 milhões ao ano.

“O primeiro passo do trabalho é um diagnóstico online, para saber o estágio de gestão de inovação utilizado na empresa, que é seguido por uma avaliação mais próxima em contato com as companhias”, relata Daniela.

A relação entre NAGI e empresa dura 8 meses. O contato é mais intenso durante o diagnóstico, capacitação e consultoria individual.

“Depois é dado um tempo de adaptação na empresa, para mais tarde realizarmos um novo diagnóstico para avaliar as mudanças promovidas no negócio”, ressalta.

Existem outros NAGIs focados em empresas de TI. No Rio Grande do Sul, um dos exemplos em atividade é o da PUCRS.