Juazeiro é a terra do Padre Cícero. Foto: flickr.com/photos/allanpatrick/

A AeC, empresa mineira de outsoucing de processo de negócios (BPO, na sigla em inglês), vai investir R$ 20 milhões na construção de um call center em Juazeiro do Norte, município de 261 mil habitantes no interior do Ceará, distante mais de 500 km da capital, Fortaleza.

A nova unidade na terra de Padre Cícero terá 1 mil PAs e deve gerar três mil empregos diretos e indiretos. O centro começa a funcionar em fevereiro. 

“Vamos gerar novos empregos e mais renda para milhares de pessoas, demonstrando, mais uma vez, o enorme papel social do setor de contact center na sociedade”, analisa o presidente-executivo da empresa, Alexandre Moreira.

Esse já é o quinto investimento do tipo da empresa de contact center no Nordeste. Recentemente, a companhia abriu uma unidade em Mossoró, cidade do interior potiguar, onde instalou outras mil PAs.

Em 2013, a companhia abriu uma segunda unidade em João Pessoa, na qual emprega 1,3 mil atendentes. 

O primeiro e até agora maior call center da empresa na região fica em Campina Grande, a segunda cidade mais importante da Paraíba, onde ficam 5 mil profissionais. A unidade começou a funcionar em 2012.

A AeC já tem a expectativa de abrir mais duas novas unidades em outras cidades nordestinas, ainda em 2014.

Com mais de 25 mil funcionários em todo o Brasil, a AeC obteve faturamento de R$ 520 milhões em 2012.

A empresa não está sozinha no seu movimento de transferir operações para o Nordeste, onde os salários oferecidos pela indústria de call center são mais atrativos e a rotatividade da mão de obra é menor. 

A Contax já tem metade dos seus 92 mil funcionários na região. Fontes da empresa ouvidas pelo Valor Econômico afirmaram que os salários permanecem os mesmos, enquanto a rotatividade diminui de um ano para três ou quatro em média.

O Nordeste representa 12,5% do faturamento do setor de call center no Brasil, que totalizou R$ 12 bilhões no ano passado, segundo Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark).

São Paulo ainda representa 60%. A Região Sul como um todo fica em 19,5%.

De acordo com a entidade, cidades do Nordeste tem oferecido incentivos fiscais e benefícios para atrair o setor.