RÁDIO POR SOFTWARE

Exército aposta em SDR com CPqD

04/02/2013 15:28

Exército faz nova investida em TI. Foto: Flickr.com/77712181@N07/7871968884/sizes/o/in/photostream

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O CPqD assinou um contrato com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) para a pesquisa e desenvolvimento de um projeto de rádio definido por software (SDR, na sigla em inglês).

Com duração prevista de três anos, o RDS de Defesa faz parte de um projeto estratégico e mais amplo mantido pelo Ministério da Defesa brasileiro.

“O objetivo é promover a interoperabilidade nas comunicações via rádio das Forças Armadas do Brasil, por meio do desenvolvimento de protótipos de rádio baseados no conceito RDS, uma área sensível no contexto da defesa cibernética”, explica o general Moraes.

O conceito de SDR surgiu no Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a partir da necessidade de ter equipamentos de rádio capazes de interagir com várias interfaces aéreas ao mesmo tempo, nas diferentes faixas de frequência existentes.

Para isso, os componentes do sistema de radiocomunicação (moduladores/demoduladores, mixers, filtros, amplificadores etc), usualmente em forma de hardware, passaram a ser implementados por software em computadores comuns (PCs) ou em sistemas embarcados.

“Isso torna o sistema de rádio programável, extremamente seguro e de fácil operação”, resumo Paulo Cabestré, diretor de Redes Convergentes do CpqD.

A abordagem tecnológica é a mesma da área emergente das redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês).

Uma análise da consultoria especializada Dell’Oro Group, prevê que o mercado SDN como um todo deve saltar de US$ 200 milhões no ano passado para cerca de US$ 2 bilhões até 2016.

O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs), com mais de 1,4 mil profissionais.

As investidas do CTEx em TI são constantes.

Há pouco, o centro militar lançou, em parceria com a integradora Decatron, o Simulador Nacional de Operações Cibernéticas (Simoc), software para gestão de treinamentos militares em ações contra cibercrimes.

Antes disso, em 2010 a instituição firmou um contrato envolvendo 37,5 mil licenças de software, treinamento de 700 oficiais e suporte e cooperação tecnológica com a Panda Security, o que em 2012 foi substituído pela plataforma BluePex AVware, em um projeto de R$ 6 milhões.

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A instituição, que em 2010 firmou um contrato envolvendo 37,5 mil licenças de software, treinamento de 700 oficiais e suporte e cooperação tecnológica com a Panda Security, agora migra para o BluePex AVware, em um projeto de R$ 6 milhões.

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O projeto, cujo contrato a companhia de TI venceu via licitação pública, também vai garantir à instituição uma visão unificada de suas várias áreas de atividade.