Mastercard terá e-wallet com Nubank. Foto: divulgação.

A Mastercard anunciou para o Brasil o seu primeiro serviço de cartão e carteira digital, por meio do Mastercard Digital Enablement Service (MDES) e o Nubank, emissor da bandeira no país.

O Nubank será o primeiro parceiro a implementar o MDES, oferecendo acesso às soluções provedoras de carteiras digitais (como Apple Pay, Samsung Pay, Android Pay, dentre outras), assim que elas entrarem em operação no país.

O Nubank é uma startup brasileira que oferece uma alternativa de cartão de crédito com uma interface 100% digital para gerir seus gastos. Ela oferece um cartão de crédito Mastercard Platinum internacional sem tarifa ou anuidade e com menores taxas de juros, controlado por um aplicativo para smartphone.

A nova ferramenta elimina a necessidade do cliente portar as versões físicas de seus cartões de crédito ou débito, digitalizando-os dentro do smartphone.

Conforme explica Valério Murta, VP de produtos para a Mastercard Brasil e Cone Sul, a plataforma permite que os emissores conectem seus cartões a diversas soluções de pagamento móvel e a diferentes carteiras digitais, incluindo a sua própria carteira digital.

“A Mastercard entrará com a inovação em autenticação, identificação, personalização e tokenização para garantir a melhor experiência de uso e total segurança das transações. Quando essa tecnologia passar a operar de forma plena, o consumidor poderá deixar seu plástico em casa e levar somente seu dispositivo móvel para concluir pagamentos”, comenta.

Para garantir a segurança do produto, o MDES utiliza soluções de tokenização, com códigos que os dispositivos móveis utilizam para validar transações no lugar dos números impressos no cartão.

O MDES valida a transação ao mapear, a partir do token, e retornar aos dígitos originais do cartão. Após essa checagem, a informação é encaminhada ao emissor para a autorização do pagamento.

“Esse tipo de criptografia fomenta a inovação na indústria de pagamentos, protege o cartão e, consequentemente o consumidor, mitigando golpes e fraudes. Há ganhos em todas as partes”, avalia Murta.