José Carlos Duarte.

José Carlos Duarte, ex-diretor de tecnologia de IBM, mudou de planos profissionais.

Depois de sair da Big Blue em março anunciando aposentadoria depois de 37 anos de casa, o executivo acaba de ser contratado como global acount CTO da HP, baseado em São Paulo.

A informação é de fontes de mercado ouvidas pelo Baguete. 

Duarte começou a carreira na IBM em 1977, como técnico de máquinas de escrever elétricas, posição a partir da qual galgou todos os degraus da carreira técnica da empresa no país.

O profissional esteve envolvido em iniciativas como o projeto de Smart City do Rio de Janeiro, além de ter relacionamento no chamado C-Level e grande conhecimento técnico, tendo sido um dos evangelistas da IBM no Brasil.

A contratação é um reforço de peso para a HP no Brasil no momento em que a empresa ensaia uma virada mundial no seu posicionamento de mercado com uma aposta pesada em se tornar um player relevante de cloud computing e diminuir a dependência do negócio de hardware e software legado.

A HP anunciou recentemente um investimento de mais de US$ 1 bilhão até 2016 em iniciativas de pesquisa em desenvolvimento de cloud computing.

O valor a ser investido em cloud é praticamente um terço do valor total despendido pela fabricante em P&D no último ano, que foi de US$ 3,1 bilhão.

O plano é projetar, construir e executar sistemas de nuvem, assim como tornar sua infraestrutura cloud mais robusta com a construção de 20 novos data centers até o final de 2015.

A expectativa da HP é atrair clientes corporativos com perfis diferenciados, de olho em empresas interessadas em recursos de TI na modalidade de serviço, seguindo os passos de outras gigantes do segmento, como Microsoft, IBM e a Cisco.

Com a investida, a HP também espera retomar o crescimento perdido nos últimos anos. Embora a empresa tenha estabilizado as suas finanças nos últimos anos, após reajustes e cortes.

A estratégia ainda tem que se provar. A HP fechou o terceiro trimestre do ano fiscal de 2014, encerrado em 31 de julho, com lucro líquido de US$ 1 bilhão. A cifra representa um declínio de 29% relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa atingiu US$ 1,4 bilhão.

No entanto, a receita da companhia subiu um pouco: 1%, totalizando US$ 27,6 bilhões frente ao US$ 27,2 bilhões atingidos no mesmo trimestre do ano fiscal passado.

O bom e velho negócio de PCs, com alta de 11,8% nas vendas, foi o que salvou o dia, uma vez que  muitas empresas correram para comprar novas máquinas quando a Microsoft encerrou o suporte técnico do sistema operacional Windows XP.

A unidade de serviços corporativos, a nova menina dos olhos, atingiu receita de US$ 5,6 bilhões, queda de 6%, e a de software contabilizou US$ 959 milhões, 5% a menos que no último ano.