Anitta do céu, o 5G DSS chegou. Foto: divulgação.

A Claro anunciou a chegada de sua rede 5G, através de um novo smartphone compatível com a conexão, o Motorola Edge, utilizando a tecnologia Dynamic Spectrum Sharing (DSS), ou Compartilhamento Dinâmico de Espectro, da Ericsson.

Segundo o site Convergência Digital, isso significa que a operadora passará a distribuir recursos dinamicamente entre os smartphones atuais, que operam nas gerações anteriores, e os novos, que sejam compatíveis com a nova rede 5G DSS.

As primeiras experiências com a tecnologia 5G prometem conexões 12 vezes mais velozes que o 4G convencional, o que deve funcionar como uma prévia do que a verdadeira conexão móvel de quinta geração poderá fornecer para os usuários brasileiros no futuro.

O aparelho Motorola Edge está em pré-venda até o dia 13 de julho e conta com a tecnologia 5G baseada na plataforma móvel Qualcomm Snapdragon 765, que é compatível com o recurso DSS. Ele custa R$ 5.499, enquanto a versão Plus sai por R$ 7.999. 

Na próxima semana, as empresas Claro, Ericsson, Motorola e Qualcomm devem detalhar os planos de implantação da nova tecnologia, como a cobertura inicial de rede 5G DSS.

Além disso, as empresas estão trabalhando para acelerar iniciativas ligadas à telemedicina e à educação a distância, potencializadas pela nova tecnologia, tendo em vista a Covid-19.

"A chegada do 5G DSS permite oferecer uma primeira experiência com a quinta geração das redes móveis, utilizando tudo que temos investido e que já está disponível hoje. Apesar dos tempos difíceis que vivemos no momento, vamos seguir evoluindo e investindo para oferecer sempre o melhor para nosso cliente", afirmou José Félix, presidente da Claro, ao Convergência Digital.

Todos os investimentos feitos para implantar o 5G DSS, nas frequências atuais, devem ser automaticamente aceleradores da implantação definitiva do 5G, com a posterior adição do espectro de 3,5 GHz e das faixas de onda milimétricas.

Além das regiões que serão atendidas no plano inicial de implantação a ser anunciado pela Claro, a cobertura do 5G DSS deve crescer gradativamente nos próximos anos dentro do projeto de modernização e expansão de capacidade de rede móvel da operadora.

Ainda de acordo com o site, o espectro adicional, que será leiloado pela Anatel em data futura, possibilitará expandir a capacidade de transmissão da rede 5G.  

Por utilizar frequências mais altas que as atuais, as novas faixas de espectro alocadas para o 5G exigirão a implantação de uma grande quantidade de antenas para garantir cobertura e capacidade. 

Quanto mais alta a frequência, menor é o alcance e maior a necessidade de antenas de transmissão de sinal.

Outra evolução necessária na infraestrutura, nesse caso para redução da latência, será o uso da tecnologia conhecida como edge computing, que descentraliza o core para datacenters mais próximos dos clientes. A Claro já vem fazendo isso no plano de modernização da sua infraestrutura.

Segundo a Claro, a compra da Nextel foi relevante para a adoção do 5G DSS, uma vez que permitiu à empresa ter a maior quantidade de espectro alocado no Serviço Móvel Pessoal (SMP) no país, dentro dos limites estabelecidos pela Anatel. 

"O leilão do espectro adicional para o 5G será um próximo passo, que deverá vir no futuro, levando em consideração grandes desafios que a crise atual trouxe e o significativo investimento que dele decorre tanto para aquisição do espectro como para implantar a cobertura e a virtualização da rede", ressaltou Paulo Cesar Teixeira, CEO da unidade de consumo e PME da Claro, ao Convergência Digital.

A estimativa do ministro Marcos Pontes, que comanda a pasta de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, é de que a implementação de um piloto do 5G no Brasil só ocorra entre o fim de 2021 e começo de 2022.

De acordo com um estudo da consultoria OMDIA, seis verticais serão as mais beneficiadas pela implementação do 5G no Brasil, com aumentos de faturamento em 15 anos: os TICs (US$ 241 bilhões); governo (US$ 189 bilhões); manufatura (US$ 181 bilhões); serviços (US$ 152 bilhões); varejo (US$ 88 bilhões); e agricultura (US$ 76 bilhões).

Nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, o lançamento comercial dos primeiros serviços, com as principais operadoras de telefonia móvel, começou a acontecer em abril de 2019.