Divulgação, Kevin Lawver/Flickr

Os presidentes-executivos, na sua maioria, acreditam que suas empresas serão impactadas pela crise econômica em 2012.

Segundo pesquisa do Gartner, 85% dos CEOs mostraram preocupação com os efeitos da recessão nesse ano. Foram entrevistados 220 executivos de companhias com faturamento de mais de US$ 500 milhões em mais de 25 países.

“Os custos são, agora, a segunda área prioritária, classificação mais alta na pesquisa, desde 2009”, diz Cassio Dreyfuss, Research Country Manager do Gartner para Brasil.

TI SEGUE BEM
Ao mesmo tempo, os resultados da pesquisa mostram, em uma razão de mais de dois para um, que os CEOs aumentarão os investimentos em TI, neste ano, ao invés de cortá-los.

Os analistas do Gartner apontam que a dificuldade em investir em novas tecnologias para gerar resultados estratégicos está no fato de que as empresas precisam da liderança e gestão de mudança corretas.

Com os provedores oferecendo uma ampla variedade de serviços, em períodos de incerteza, o sourcing requer foco extremo e muita disciplina para conectar o fornecimento à demanda e criar valor ao negócio, por meio de mecanismos e colaboração confiáveis.

As tendências de mobilidade e cloud estão subindo de categoria em relação à atenção dos presidentes das companhias, por exemplo.

“Muitos líderes de negócios aprenderam apenas a adquirir as tecnologias e implantá-las. Por si só, elas não geram resultados se não forem cuidadosamente direcionadas e implementadas juntamente com mudanças coordenadas de políticas, processos, organização e cultura”, explica Dreyfuss.

SOBE NO BRASIL
Segundo a consultoria Gartner, os investimentos mundiais em TI vão aumentar 3,7% neste ano, chegando a US$ 3,8 trilhões.

No Brasil, indica pesquisa feita pelo Instituto Sem Fronteiras (ISF) junto a 1.140 empresas, os orçamentos de TI das empresas no Brasil vão somar R$ 64,6 bilhões neste ano, estabelecendo um novo patamar histórico.

O movimento representa um crescimento de 9% frente aos R$ 59,3 bilhões de 2011.

A projeção é um pouco inferior à média anual de 10% registrada nos últimos dois anos, mas se mostra bem superior às estimativas globais.

A variação no setor brasileiro também segue mais forte que a expansão prevista para o Produto Interno Bruto (PIB) no país, de 3,3%, conforme a pesquisa focus do Banco Central.