Algar Telecom, Claro, Oi, Tim e Vivo vão disponibilizar os dados. Foto: Pixabay.

A Algar Telecom, Claro, Oi, Tim e Vivo, principais operadoras móveis do país, vão oferecer ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) a localização de seus usuários para monitorar a mobilidade populacional.

Com as informações, o governo poderá acompanhar deslocamentos, pontos de aglomeração e identificar situações de concentração de pessoas e risco de contaminação pelo novo coronavírus.

O MCTIC possui uma sala de acompanhamento do tema e poderá disponibilizar os dados de mobilidade a todas as esferas do poder público, exclusivamente para assuntos relacionados ao combate da covid-19.

Segundo o SindiTelebrasil, os dados estarão em um data lake, organizados de forma agregada, estatística e anônima, de forma alinhada às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Marco Civil da Internet.

As operadoras desenvolverão, ainda, aplicativos e casos de uso para auxiliar os órgãos públicos no mapeamento da evolução da epidemia do novo coronavírus.

Outras empresas, universidades e startups também podem ser convidadas para participar da ação, agregando mais dados ou desenvolvendo outros aplicativos e casos de uso.

Nesta semana, a Vivo já tinha anunciado um acordo de cooperação com o governo de São Paulo na mesma linha, usando seus recursos de Big Data.

Segundo a empresa, o objetivo paulista é a análise estratégica das informações para que o comitê destinado ao coronavírus possa indicar tendências e antecipar os próximos passos da disseminação da Covid-19, assim como apontar a eficácia das medidas de isolamento social.

As informações devem ser apresentadas como um “mapa de calor” que indica maior ou menor concentração populacional por localidade, em diferentes períodos.

Em um hospital, por exemplo, será possível avaliar se há grande fluxo de pessoas para aquela localidade e qual é a sua origem, podendo apontar sobrecarga de atendimentos e informar em quais bairros ou cidades há uma concentração de casos de Covid-19.

Outra análise possível é sobre o isolamento social, entendendo o fluxo de pessoas nas principais vias e o deslocamento entre bairros.