Conteúdo inapropriado tem obrigado reuniões no Zoom a fechar. Foto: .flickr.com/photos/descrier/

Está pensando em organizar um evento público da sua empresa, ou mesmo organizar uma reunião dentro do Zoom, plataforma de videoconferência que é a febre do momento? Bem, quem não está, não é mesmo?

Mas é preciso tomar alguns cuidados. As configurações default do Zoom criaram uma nova moda: o chamado zoombombing, quando pessoas entram em uma conferência aberta para transmitir conteúdo pornográfico ou violento, obrigando os organizadores a encerrar o evento.

No Zoom, uma das configurações default permite que qualquer participante transmita a sua tela para os demais, sem autorização dos organizadores, e que qualquer um que tenha o link de uma reunião pública possa entrar nela.

A combinação das duas coisas é uma porta aberta para os chamados trolls. Os links para eventos públicos são obtidos nas páginas dos evento ou no Twitter e divulgada em grupos do Facebook que reúnem os vândalos digitais.

São pessoas que já não tinham muito o que fazer da vida antes do coronavírus e provavelmente tem mais tempo livre agora que estão presas em casa de quarentena.

Só nesta última semana, um evento digital da rede de lanchonetes Chipotle com centenas de convidados teve que ser encerrado depois que um participante começou a transmitir pornografia. Outros dois eventos de menor porte organizados no Vale do Silício sofreram o mesmo destino, relata o The New York Times.

Procurado pelo NYT, o Zoom disse que recomenda para quem está organizando um evento grande mudar as configurações padrão de compartilhamento de vídeo. Quem está fazendo um evento privado pode usar passwords para liberar a entrada.

O Zoom está bombando, em meio à enorme procura por soluções de videoconferência desatada pela crise do coronavírus.

Em março, 200 milhões de pessoas por dia usaram o Zoom para fazer reuniões, vinte vezes mais do que a cifra recorde de 2019. O valor das ações dobrou e a empresa vale agora quase US$ 30 bilhões.

Antes da crise, o Zoom era usada principalmente no meio corporativo, mas agora virou a solução para todo tipo de problemas, indo desde educação a distância até a realização de happy hours virtuais e a transmissão de shows de músicos.

Sendo uma ferramenta corporativa, no entanto, ela não tem os instrumentos de moderação de conteúdo ou uso que uma rede social focada em público em geral tem. Melhor ficar atento.