Executivos estão debandando da VMware. Foto: Shutterstock

Carl Eschenbach, presidente e COO, está de saída da VMware, anunciou a empresa nesta terça-feira, 31.

O executivo era considerado o número dois da companhia de virtualização, somente atrás do CEO, Pat Gelsinger.

A saída de Eschenbach acontece em meio a uma verdadeira debandada de profissionais de alto perfil.

O Business Insider fez um levantamento de saídas desde o final de 2014 e apontou pelo menos 11 delas, incluindo o CFO, Jonathan Chadwick; o CTO, Ben Fathi e mais vários VPs sêniors e líderes de área.

Além disso, a VMware anunciou o corte de 800 funcionários no último mês.

De acordo com fontes ouvidas pelo Business Insider, a fuga de executivos da VMware é causada pela influência excessiva da EMC, que controla 80% da empresa.

Essa situação teria sido agravada pela proposta de fusão da EMC com a Dell, que teria desatado temores de que a VMware se tornaria uma empresa mais lenta, sem capacidade de inovar.

As ações da VMware perderam 40% do valor desde que a fusão foi anunciada em outubro de 2015.

Os resultados também já não são aqueles de quanto a VMware estava despontando no mercado de tecnologia, crescendo em ritmo acelerado.

Em 2015 a multinacional registrou um faturamento de US$ 6,57 bilhões, crescimento de 9% sobre o ano anterior. O lucro líquido da empresa foi de US$ 997 milhões, crescimento de 15% sobre 2014.

O crescimento foi baseado principalmente na venda de licenças de software, em um total de US$ 2,72 bilhões, crescimento de 5% sobre o mesmo período no ano anterior.

Hoje a VMware é uma parte importante do mistério de como a Dell vai assimilar as relações que a EMC mantinha com empresas como VCE, Pivotal, RSA e outras companhias dentro de um sistema “federativo”.

O realinhamento dessas ofertas é central para Michael Dell entregar sua promessa de colocar a Dell, hoje ainda muito atrelada ao moribundo mercado de PCs, de volta no centro dos acontecimentos na TI.